SAD do Sporting dá como certa a saída de Bruno Fernandes

SAD do Sporting dá como certa a saída de Bruno Fernandes
Duarte Tornesi/Rui Miguel Gomes

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O nível atingido por Bruno Fernandes torna a permanência quase impossível.

É pouco menos que inevitável a saída de Bruno Fernandes no final da época, pelo menos essa é, segundo O JOGO apurou, a convicção dos dirigentes leoninos, já conformados com a dificuldade extrema em segurar um atleta que tem superado os seus registos pessoais, o que o deixa como o médio com mais golos de sempre numa época a nível europeu - até ao momento apontou 28 golos. O patamar competitivo atingido pelo capitão leonino, como é reconhecido em Alvalade, abre-lhe as portas de ligas mais competitivas e endinheiradas, pelo que a SAD liderada por Frederico Varandas olha para a saída do camisola 8 como uma inevitabilidade, mas que tentará potenciar ao máximo em termos financeiros.

Por isso mesmo, Frederico Varandas, como O JOGO oportunamente deu conta, procurou renovar o vínculo laboral em vigor até 2023 de modo a eliminar uma cláusula de aceitação de propostas pelo valor mínimo de 35 milhões de euros que foi acordada no momento em que o jogador regressou a Alvalade, após a rescisão do contrato alegando justa causa no último defeso - na sequência do ataque de 15 de maio à Academia por parte de elementos da claque Juventude Leonina. Naturalmente, aceitar qualquer tipo de ofertas está sempre dependente da palavra do jogador, que, recorde-se, tem sido cobiçado por Atlético de Madrid, AC Milan, Juventus, Chelsea e Arsenal. Mas Bruno Fernandes não deu sinal no sentido de consumar essa alteração contratual, advogando que está concentrado no que falta disputar na presente época, na qual ainda pode erguer uma Taça de Portugal no dia 25 de maio, frente ao FC Porto.

Com o futuro em aberto, Bruno Fernandes deu inclusivamente um sinal, na recente entrevista à Sport TV, que no seu horizonte já se perspetiva a mudança, entendida por todos em Alvalade. "Após a rescisão de contrato, tive propostas de clubes com Inglaterra e Espanha, mas não me sentia preparado para um campeonato tão competitivo pelo número de jogos que por norma se faz. Senti que precisava de mais um ano a fazer este número de jogos para me preparar para essa exigência competitiva", afirmou o internacional português, que leva 104 jogos de leão ao peito.