
UM LIVRO POR DIA - Boas razões para ler "O futebol com que sonhei", da autoria de Luís Freitas Lobo.
Não preciso de fazer registo de interesses para deixar claro que sou amigo do Luís Freitas Lobo e nem foi essa a razão de lhe ter telefonado eufórico para lhe transmitir o quanto estava de acordo com ele quando escreveu que no Euro"1984 Portugal ganhou 0-0 à Alemanha. Porque foi mesmo assim: ganhou 0-0. É que as coisas, mesmo escritas e lidas com paixão, têm de ser enquadradas no tempo. E, sim, o inseguro Portugal dos quatro treinadores, formado por jogadores de dois blocos rivais e divididos, ser capaz de bater o pé à poderosa Alemanha, foi um feito. Defini-lo como ganhar 0-0, grandioso!
"O Futebol com que sonhei" está carregado de mais, muito mais histórias que são primas desta, contadas e explicadas com a paixão que o Luís põe em campo a cada conversa de futebol, no comentário televisivo ou nos textos de reflexão aqui em O JOGO.
O futebol profissional ainda pode ser uma bola e um grupo de amigos? Xavi acha que sim. Diego Simeone entende o futebol como um jogo em que não ganha sempre o melhor, mas aquele que está mais seguro daquilo que faz. Se ler este livro vai entender ambos e ficar com a certeza de nem sequer estar perante um dilema, mas sim de diferentes formas de pensar e jogar.
Nesta prosa encantada, está tudo explicado na primeira pessoa: "O futebol de Simeone emociona-me. O futebol de Guardiola hipnotiza-me. O futebol de Mourinho endurece-me. O futebol de Klopp alucina-me". Quatro ideias de jogo, três campeões europeus e um duplo vencedor da Liga Europa e finalista duas vezes vencido da Champions. Leia!
