Decisão deverá ser oficializada dentro de uma semana, mas o caos nos voos transcontinentais torna provável a redução do Mundial a 22 corridas
O calendário da Fórmula 1 deverá ser reduzido de 24 para 22 corridas caso a guerra entre Estados Unidos/Israel e o Irão se prolongue, obrigando a anular os Grandes Prémios do Barém (12 de abril) e da Arábia Saudita (19 de abril), não se confirmando a possibilidade de Algarve e Imola substituírem as corridas do Médio Oriente.
A notícia ainda não foi confirmada, pois a Federação Internacional do Automóvel continua sem se pronunciar sobre o tema - ao contrário do sucedido com o Mundial de Resistência, que já adiou a prova do Catar (seria nos próximos dias 26 a 28), e do MotoGP, que procura nova pista - e entretanto as equipas, segundo rumores que circulam em Melbourne, onde decorre o GP da Austrália, já começaram a reservar hotéis perto da pista italiana.
Ao não organizar novas corridas, a F1 espera receber os milhões do Barém e dos sauditas mesmo em caso de cancelamento e as equipas, que ficarão com uma folga de um mês entre o Japão (dia 29) e Miami (3 de maio), terão uma oportunidade para evoluir mais os novos carros. Isto embora o principal motivo - e certamente a futura justificação oficial - esteja relacionado com o atual caos nos voos transcontinentais.
A decisão final é esperada para a próxima semana, durante o GP da China.