Robert Moreno defende-se das acusações do antigo diretor-desportivo do Sochi
Robert Moreno foi despedido do comando técnico do Sochi, da Rússia, em agosto e, na passada semana, foi garantido que era um fã da inteligência artificial durante o tempo em que comandou aquela equipa. De acordo com Andrei Orlov, que foi diretor-desportivo do clube no mesmo período do espanhol, o técnico de 48 anos usava o ChatGPT para planear os treinos, as viagens da equipa e até para decidir qual jogador contratar.
Uma versão negada por Robert Moreno. "A fonte dessas informações é um ex-dirigente do clube com quem houve divergências profissionais que resultaram na sua saída. Não há nenhum comunicado oficial do Sochi confirmando essa versão. Nunca usei o ChatGPT nem qualquer IA para preparar jogos, decidir onzes ou escolher jogadores. Isso é completamente falso. O que fiz em alguma ocasião pontual foi usá-lo para traduções entre russo e espanhol, que é uma língua que não domino. Mas isso não tem nada a ver com decisões desportivas", assegurou ao jornal As.
Um episódio relatado por Andrei Orlov envolveu a contratação de um futebolista. "Foi um processo do clube consensual entre o diretor-desportivo e toda a equipa médica. O jogador marcou na Taça e depois teve uma lesão que condicionou a sua continuidade, como acontece em qualquer equipa. Mas eu não conhecia o mercado do Cazaquistão, por isso a proposta partiu da direção desportiva", vincou Robert Moreno. "A minha carreira no futebol começou precisamente com a análise de dados e vídeos. É a minha especialização e foi o que fez a diferença no meu início. Como qualquer equipa técnica profissional, usamos ferramentas de análise: GPS, Wyscout, vídeo, plataformas de scouting. A tecnologia ajuda a processar informações mais rapidamente, mas as decisões desportivas são sempre tomadas pela equipa técnica", rematou.
Robert Moreno passou como adjunto por Barcelona, Roma, Celta de Vigo e seleção de Espanha e como treinador principal na equipa nacional espanhola, no Mónaco, no Granada e no Sochi.