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Henrique Araújo, jogador do Benfica B: "A bola é mais rápida na A"

Henrique Araújo Paulo Spranger /Global Imagens

ENTREVISTA >> Edição de 25 de dezembro inclui entrevista com o avançado do Benfica B, Henrique Araújo. Todo o conteúdo na edição e-paper e impressa

Com cerca de 30 treinos efetuados junto do plantel principal, Henrique Araújo não vê a hora de dar o salto para o futebol de topo.

Do que já aprendeu nos treinos com o plantel principal, o que mais destaca?
-Onde se nota maior diferença é na forma como os jogadores batem na bola. A bola anda mais rápido. De início estranha-se um pouco, mas os jogadores que tens ao lado são de classe mundial e por isso acaba por ser mais fácil.

Que tal Jorge Jesus?
-É um treinador exigente. Quer o melhor de todos os jogadores e trata-nos a nós como qualquer outro, com exigência e com vontade de nos melhorar enquanto jogadores.

Qual o seu jogador preferido na equipa A?
-Tenho gostado muito de ver o João Mário, sabe gerir muito bem os momentos do jogo, mas também do Otamendi.

Para si, o que significa a equipa A? Um sonho?
-É um objetivo. Quando vim para cá há três anos e meio foi com o objetivo de jogar na equipa principal do Benfica.

E a Seleção? Também faz parte dos seus planos? Já tem sido chamado aos sub-21, mas terá qualidade para um dia ser referência daquela camisola?
-É para isso que cá estamos e é também para isso que trabalho. Quero continuar lá e fazer o meu percurso. Passo a passo, evoluindo, mas com objetivos grandes, claro.

As atuais gerações jovens dão garantias de um bom futuro à Seleção?
- Creio que sim. Quando vamos à Seleção sabemos que ao lado estão jogadores de altíssimo nível. Temos uma Seleção fenomenal e vamos continuar a ter. Pela forma como se trabalha em Portugal e pela valorização cada vez maior da formação, creio que temos excelentes seleções aí à porta.

Tem sido útil para si estar a jogar numa II Liga?
-Claro. O futebol não é só truques e malabarismos, mas é também trabalho e sacrifício. Só isso nos pode preparar para a equipa A ou para outros clubes, caso não concretizemos esse sonho. Numa II Liga percebemos que a intensidade no jogo é muito importante. Não apenas o talento, mas também o espírito de sacrifício nos duelos. Aqui no Benfica B temos mostrado isso. Aliamos o nosso valor a uma vontade de ganhar enorme e é isso que nos tem dado bons resultados. O nosso futebol agrada a quem vê e isso é o mais importante. Nesta equipa sentimo-nos felizes a jogar e isso também nos valoriza.

Rodrigo Cortez