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A avaliação aos jogadores do FC Porto na vitória sobre o Benfica

A análise aos jogadores do FC Porto no clássico com o Benfica Fábio Poço/Global Imagens

Confira as notas atribuídas por O JOGO aos atletas do FC Porto no triunfo (3-2) sobre o rival Benfica, em partida da 20.ª ronda da I Liga.

Marchesín 5

Começou o clássico com uma defesa tranquila a remate de Rafa, mas depois borrou a pintura no 1-1 porque devia ter socado a bola para trás no cabeceamento de Chiquinho. A sapatada que deu deixou a bola à mercê de Vinícius que só teve de empurrar. No segundo, nada podia fazer. Mais seguro no final a controlar os cruzamentos.

Corona 7

Voltou ao sector mais recuado, mas foi na frente que brilhou, começando com um bailado aos 8" que criou perigo e depois foi dele a assistência para Marega cruzar no lance do 3-1. Que maldade fez a Rafa aos 47". Aliás, o extremo português foi obrigado a sair da sua zona para ter bola e isso diz tudo da competência do portista a defender.

Pepe 5

Perdeu um golo "cantado" logo a abrir, cabeceando ao lado. Na segunda parte, falhou outro ainda mais incrível, num lance anulado por fora de jogo. Provavelmente por falta de ritmo, colocou Vinícius em jogo no 1-1 e, ainda por cima, não reagiu a tempo à má defesa de Marchesín. No segundo tentou fazer o carrinho, mas não desviou a bola. Voltou a fazer asneira aos 67" e saiu a seguir com limitações físicas.

Marcano 5

Ferro é nome de central no Benfica, mas o espanhol do FC Porto é que teve nervos de aço, mostrando uma frieza incrível num clássico escaldante. Só não leva nota superior porque não esteve bem no 1-1 ao permitir que Chiquinho cabeceasse e por ter deixado Rafa receber no 3-2.

Alex Telles 7

Não subiu tanto porque Luís Díaz, sozinho, chegou para criar perigo, mas atrás anulou Pizzi com aparente facilidade. Voltou a assumir a responsabilidade de marcar um penálti e, desta vez, não vacilou: concentradíssimo, atirou colocado e forte bem junto ao poste.

Uribe 7

Outra grande exibição. Começou com um cruzamento perfeito que Pepe desperdiçou, fez passes longos, mas foi a provocar o erro nos adversários e na recuperação de bolas que mais ajudou a equipa.

Otávio 7

Andou entre a direita e o meio e foi um quebra-cabeças para os encarnados. O lance do 1-0 é exemplo disso: fugiu a Grimaldo, sentou-o e depois cruzou para Sérgio Oliveira. Isolou Soares pouco depois. Perdeu fulgor na segunda parte.

Marega 6

Os elogios que Sérgio Conceição lhe fez na véspera deram-lhe confiança. Mais por dentro na primeira parte e por fora na segunda, lutou bastante, ajudando à pressão. Aos 16" ganhou na força a Ferro, mas cruzou atrasado mal. Bem melhor no lance do 3-1 com um cruzamento perfeito que "obrigou" Rúben Dias a desviar para a sua baliza.

Luis Díaz 7

É um virtuoso com a bola nos pés e foi fundamental na etapa final pela forma como foi congelando a bola. Mas já antes teve vários apontamentos de qualidade e faltas ganhas em zonas perigosas. Aos 72" e nos descontos podia ter marcado.

Soares 6

Não marcou, mas porque Rúben Dias se "antecipou" quando ia encostar. Esteve no lance do penálti e mostrou grande disponibilidade para recuar e ajudar a equipa a defender.

Mbemba 6

Fez os últimos 20 minutos e esteve impecável no jogo aéreo, mas também a bloquear remates.

Manafá 6

Entrou na fase de maior aperto para ganhar algumas bolas e ajudar a pôr gelo no jogo.

Vítor Ferreira 6

Ao fim de um minuto em campo quase marcava. Foi importante para a equipa ter mais bola nos instantes finais da partida.

A FIGURA

Sérgio Oliveira 8
Uma noite para acabar com a desconfiança

Grande exibição do médio portista que abriu o marcador num remate acrobático, de primeira, que entrou bem junto ao poste. Esteve perto de bisar aos 32", mas desta vez a bola saiu um pouco ao lado. Iniciou ainda o lance do 3-1 com um bom passe para Corona. Aos 45+1", teve um arrancada em estilo em que deixou vários adversários para trás e tirou tinta ao poste num livre direto. Estas foram as ações mais visíveis, mas Sérgio foi muito mais ontem: foi o pêndulo, o líder da equipa, assumindo o controlo do meio-campo, com uma preciosa ajuda de Uribe, não só na circulação como na pressão. Terá sido a melhor prestação do médio pelo FC Porto.

Carlos Gouveia