Sporting

"Ameaçaram e disseram-me para sair da frente, senão levava"

Ricardo Gonçalves, chefe de segurança da Academia à data da invasão Filipe Amorim / Global Imagens

Ricardo Gonçalves, chefe de segurança da Academia do Sporting à data da invasão, relata o que viu no dia 15 de maio de 2018.

Ricardo Gonçalves é uma das duas testemunhas ouvidas esta segunda-feira no Tribunal de Monsanto no âmbito do julgamento do processo do ataque à Academia do Sporting, a 15 de maio de 2018.

À data dos acontecimentos, era chefe de segurança do centro de treinos leonino e, perante a juíza Sílvia Pires, relatou o que viu, revelando que tomou conhecimento do ataque através de um telefonema de Bruno Jacinto às 16h55, oficial de ligação aos adeptos e arguido no processo.

"Nunca pensei que acontecesse o que aconteceu", começou por contar. "Fui ter com eles e tentei demovê-los (...) Ameaçaram e disseram-me para sair da frente, senão levava. Disse-lhes que iam dar cabo da vida deles. Forçaram a porta de vidro... Um trazia um cinto. Vi tochas", revelou Ricardo Gonçalves, na sétima sessão do julgamento.

Redação