Pogacar tem explicação para o "desfalecimento" na etapa 11 do Tour

Pogacar tem explicação para o "desfalecimento" na etapa 11 do Tour
Redação

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Ciclista esloveno perdeu a amarela para Vingegaard.

O ciclista dinamarquês Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) ascendeu à liderança da Volta a França, ao vencer a 11.ª etapa no alto do Col du Granon, com Tadej Pogacar (UAE Emirates) a quebrar e a descer a terceiro da geral.

Pogacar, que fez questão de cumprimentar o seu grande adversário na luta pelo tri mal cortou a meta, reconheceu a superioridade de toda a equipa Jumbo-Visma, "muito forte" deste o início da etapa, mas atribuiu a sua quebra a um provável erro de alimentação.

"No início da etapa, tinha boas pernas. No Galibier, ataquei muito. Eles [corredores da Jumbo] tentaram deixar-me. [...] De repente, quebrei no Col du Granon, não consegui reagir quando o Vingegaard atacou. Tive um desfalecimento. Pode ter sido hipoglicémia [presença de níveis excecivamente baixos de açúcar no sangue]", avançou.

O esloveno de 23 anos, que é o atual bicampeão da Volta a França depois de ter vencido as duas únicas edições em que participou, notou que agora cabe-lhe atacar para recuperar a liderança da geral, na qual é terceiro a 02.22 minutos. "Vou continuar a lutar. Perdi três minutos, mas posso ganhá-los noutra etapa. Vou tentar recuperar o tempo perdido. O nosso duelo será interessante de seguir", prognosticou.

O vice-campeão do Tour'2021 atacou a cinco quilómetros do alto e coroou isolado o Col du Granon, após 04:18.02 horas, cumprindo os 151,7 quilómetros com início em Albertville à frente do colombiano Nairo Quintana (Arkéa-Samsic), segundo a 59 segundos, e do francês Romain Bardet (DSM), terceiro a 01.10 minutos.

O novo camisola amarela tem agora 02.16 minutos de vantagem sobre Bardet, novo segundo classificado, e 02.22 sobre Pogacar, e enfrenta o primeiro teste à sua liderança na quinta-feira, na segunda jornada nos Alpes, uma ligação de 165,1 quilómetros que começa em Briançon, sobe o Galibier e o Col de la Croix-de-Fer, e termina no Alpe d'Huez, de regresso ao percurso do Tour após quatro anos de ausência.