"É evidente que, mais uma vez, o Primoz Roglic foi mais forte do que eu"

"É evidente que, mais uma vez, o Primoz Roglic foi mais forte do que eu"
Redação com Lusa

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Pogacar admite que diferença para Roglic é demasiado grande.

Tadej Pogacar reconheceu esta quinta-feira a superioridade do seu compatriota Primoz Roglic, declarando que a diferença na geral é demasiado grande para poder destronar o camisola amarela, mas que não vai desistir até Paris.

"É evidente que, mais uma vez, o Primoz Roglic foi mais forte do que eu. Tentei ganhar tempo na última subida, mas não consegui nem um segundo. Fiz uma boa subida a Glières, mas não tive forças para deixá-lo para trás", admitiu o jovem líder da UAE Emirates, de apenas 21 anos.

O ciclista de Komenda atacou perto do topo do Col de Glières para somar pontos para a classificação da montanha, agora liderada por Richard Carapaz (INEOS) com dois pontos de vantagem, e para testar o camisola amarela, mas o líder da Jumbo-Visma e a sua equipa responderam prontamente.

Com 57 segundos de desvantagem para o seu compatriota, e apenas o contrarrelógio de sábado, com chegada ao alto de La Planche des Belles Files, o segundo da geral individual concedeu que "a diferença é demasiado grande", mas prometeu fazer tudo o que estiver ao seu alcance, inclusive para assegurar o seu posto atual.

"Foi uma jornada dura, estou satisfeito por não ter tido problemas e por ter terminado com os melhores. Na última subida, o ritmo era muito elevado, era impossível tentar o que quer que seja", disse o vencedor da etapa da véspera e terceiro da geral, Miguel Ángel López, que se negou a colaborar para distanciar o quarto classificado, Richie Porte, quando este furou.

O colombiano da Astana, que hoje cedeu um segundo para o camisola amarela e para Pogacar, estando a 01.27 minutos do primeiro, anteviu o "difícil contrarrelógio individual" de sábado: "Claro que vou tentar dar o meu máximo. Cada contrarrelógio é diferente e um crono na 20.ª etapa do Tour é diferente de qualquer outro noutra corrida. Tudo o que podes fazer é dar tudo."

Mais perto do pódio depois da 18.ª etapa está também Mikel Landa (Bahrain-McLaren), que beneficiou da quebra de Adam Yates (Mitchelton-Scott) e Rigoberto Úran (Education First) no momento do seu ataque, para subir ao quinto lugar da geral, a 03.28 minutos do esloveno da Jumbo-Visma.

"Era a última oportunidade, pena não ter tido dias como este antes", lamentou o autor do maior ataque do dia no grupo dos candidatos.

O espanhol lamentou que ninguém tenha colaborado com ele e com Enric Mas (Movistar), quando o australiano Richie Porte (Trek-Segafredo) furou e ficou distanciado.

"Não conseguimos convencer os outros a colaborar, mas ainda progredimos alguns lugares. Entendi-me bem com o Enric, porque nos convinha, mas aos outros pareceu não interessar", resumiu.

Apesar do bom entendimento, nem Landa nem Mas ganharam tempo a Porte na geral, já que o líder da Trek-Segafredo cortou a meta no grupo do camisola amarela e está a 03.06 minutos do esloveno.

"Estou feliz de subir pouco a pouco na classificação geral. Disse que na última semana estaria melhor, e está a ser esse o caso", disse o espanhol da Movistar, agora sexto, a 04.19 minutos da amarela.