
Enzo Leijnse entre os fugitivos da primeira etapa (Foto. Rodrigo Rodrigues/Volta ao Algarve)
Anicolor-Campicarn tem em Enzo Leijnse o maior fugitivo mundial da época e acredita que ainda ganhará com Santi Mesa, desclassificado em Tavira por tocar em Jasper Philipsen
"As fugas sou eu que as faço", diz Enzo Leijnse dentro da Anicolor-Campicarn, que o foi buscar à Picnic-PostNL, do World Tour, para ser uma das apostas da época e tem mostrado muito serviço. Na primeira etapa da Volta ao Algarve, o enorme (1,94 metros) neerlandês de 24 anos fez o quinto dia de corrida da época e esteve pela quarta vez na escapada. "E só não fugiu na Clássica da Figueira porque avariou no momento em que os outros saíram", lembrou Rúben Pereira, seu diretor desportivo.
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Com um total de 520 quilómetros adiantado ao pelotão, entre três clássicas em Espanha e a Algarvia, Leijnse é o atual rei das fugas a nível mundial, "mas vai ter outro papel mais para a frente, pois é muito completo e temos objetivos mais ambiciosos para ele", garantiu o técnico da equipa de Águeda.
Também perto do estrelato esteve outro reforço, o colombiano Santi Mesa, quinto na meta de Tavira e depois remetido para último do pelotão pelos comissários. "O Jasper Philipsen levou-o até às barreiras e o Santi tocou-lhe, sendo castigado por isso. Caso contrário teria um grande resultado e que até poderia ser melhor, pois ele furou a 15 km da meta e teve um esforço extra", revelou Pereira, que tem expectativas inesperadas para o seu sprinter: "Podem anotar: se conseguir sprintar de igual para igual, ele pode ganhar a este nível".

