
Iúri Leitão (Foto: Igor Martins/Volta ao Algarve)
Convite inesperado à Caja Rural-RGA deixou o campeão olímpico perante uma possibilidade inédita, mas sem saber se será convocado
"Têm-me feito essa pergunta e não tenho resposta. Ainda é cedo", atirou Iúri Leitão quando O JOGO o questionou sobre a possível estreia na Volta a França. A Caja Rural-Seguros RGA foi convidada pela primeira vez para a maior corrida do mundo, mas o vianense de 27 anos, apesar de ser um dos ciclistas mais valiosos da equipa espanhola, não sabe se irá cumprir mais um dos objetivos de carreira, depois de 13 triunfos na estrada e 18 medalhas em pista, incluindo títulos olímpico e mundial.
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"Estamos em fevereiro, a Volta a França começa a 4 de julho. As notícias são recentes, ainda não fez um mês que foi anunciada a ida da nossa equipa ao Tour e não esperávamos que isso fosse sequer uma possibilidade. Agora, dentro de um lote de 26 ciclistas terão de ser escolhidos oito. É difícil prever quem irá. Resta trabalhar e esperar a decisão da equipa", disse-nos Leitão, sabendo que existe um fator a seu favor, o de ser o lançador ideal da nova estrela da equipa, o colombiano Fernando Gaviria.
"Ir para o lançar é uma possibilidade, se acontecerá não sei. A equipa tem dado oportunidades a todos. Já tive, em Almeria, o dever de levar o Fernando o mais à frente possível. Tenho a certeza que em algum momento também o contrário acontecerá. É um dos melhores ciclistas da história, que já ganhou etapas na Volta à França e esteve de amarelo. Não seria vergonha nenhuma, seria até uma honra até fazê-lo", diz sobre essa hipótese.
Gaviria, que aos 31 anos soma 52 triunfos, incluindo duas etapas no Tour e cinco no Giro, não tem vitórias importantes há três épocas, pelo que também existe a hipótese de a equipa apostar em Leitão. "Se demonstrar que estou capaz de poder discutir uma etapa no Tour, ou de enfrentar o desafio que é o Tour, acho que a equipa me dará essa oportunidade. Se não, há outras corridas no calendário. Nunca foi um objetivo meu lá estar, porque nem sabia que era possível. Agora é possível, não sei se é realista pensar nisso", confessou.

