
Miguel Oliveira
ROKiT BMW Motorrad WorldSBK Team
Diretor da BMW Motorsport não espera muito do português na Austrália, onde arranca o Mundial de Superbike
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"Não estamos perfeitamente preparados porque, mesmo sem chuva, os nossos pilotos teriam no máximo oito dias de testes", disse Sven Blusch, diretor da BMW Motorsport, retirando pressão para a estreia de Miguel Oliveira e Danilo Petrucci no Mundial de Superbike deste ano, em Philip Island, dias 21 e 22. O português, novidade absoluta no campeonato, e o italiano, transferido desde a Ducati e quinto na época passada, ainda vão ter mais dois dias de preparação, segunda e terça-feira e já na pista australiana, mas mesmo esses não parecem isentos de dificuldades.
Um atraso do barco que está a transportar os pneus para a Austrália já obrigou a Pirelli a enviar um carregamento especial de avião, mas que poderá não ser suficiente para todos durante os testes. Mesmo assim, um problema menor do que a chuva e vento que afetou as preparações em Jerez e no Algarve, esta cancelada pela BMW, que preferiu ir treinar a Valência. "Eles são profissionais e pilotos muito bons, mas não conseguiram conhecer a moto completamente naquele período. Portanto, teremos de encarar o primeiro fim de semana de corrida como um teste prolongado e para garantir que voltaremos a estar 100% o mais rápido possível", disse o engenheiro alemão que dirige a BMW, em entrevista ao "Speedweek".
Se Blusch aponta Portimão, que receberá o World SBK a 28 e 29 de março, como primeira aposta da equipa, também pede "cuidado para não ficarmos a olhar para os lados, observando o desempenho de Bulega e dos outros". "Com o que mostrou nos últimos dois anos e a nova Ducati, Bulega é o piloto a ser batido. Mas no ano passado o Toprak estava lesionado e marcamos mais pontos na Austrália do que na época anterior", recordou.

