
Troféu da NFL
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Final da NFL traz equipa de New England de regresso ao topo, após curta travessia do deserto. Seahawks são os rivais. Liga de futebol americano tem decisão agendada para este domingo, no norte da Califórnia. New England Patriots podem tornar-se a equipa com mais títulos. Seattle Seahawks vão tentar estragar a festa.
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O evento desportivo do ano nos Estados Unidos volta, dez anos depois, a São Francisco, que recebe na noite deste domingo (23h30) a 60.ª edição do Super Bowl. A grande final da liga de futebol americano (NFL) põe, desta vez, em confronto os New England Patriots e os Seattle Seahawks, duas equipas que não estavam entre as favoritas no início da época, mas que se impuseram nos play-offs das respetivas conferências depois de ambas terem vencido 14 dos 17 jogos disputados na fase regular.
Para os Patriots, trata-se de um regresso com que poucos adeptos e especialistas contavam, pelo menos de forma tão rápida, à decisão de um troféu que conquistaram por seis vezes nas últimas décadas (2002, 2004, 2005, 2015, 2017, 2019), em nove finais, sempre pela mão do lendário "quarterback" e agora comentador televisivo, Tom Brady. Liderada pelo jovem Drake Maye e com um plantel recheado de jogadores promissores, a equipa dos arredores de Boston passou a chamada travessia do deserto após a saída de Brady, em 2020, e já está de volta ao topo, à procura de desempatar com os Pittsburgh Steelers para se tornar a primeira com sete títulos da NFL.
Quanto aos Seahawks, que conquistaram uma única vez o Super Bowl, em 2014, também protagonizam uma história de curioso e inesperado sucesso, sobretudo pelo facto de o "quarterback" Sam Darnold, contratado no início da temporada, ser uma espécie de patinho feio da liga depois de não ter conseguido impor-se quando saiu da universidade, em 2018, para assinar pelos New York Jets. Com passagens discretas nos anos seguintes por várias equipas, Darnold "ressuscitou" na época passada ao serviço dos Minnesota Vikings, mas nem assim teve continuidade a nível contratual e foi em Seattle que encontrou a equipa certa para chegar ao jogo mais desejado.
A final deste domingo reedita a de 2015, uma das mais dramáticas de sempre, ganha pelos Patriots (28-24) num duelo em que os Seahawks tiveram tudo na mão para dar a volta ao resultado nos últimos segundos, desperdiçando uma posse de bola que viria a ficar na história da competição.
É também o primeiro Super Bowl das últimas quatro épocas sem a presença dos Kansas City Chiefs, que, depois de terem desperdiçado a hipótese de um inédito tricampeonato, há um ano, quando perderam o Super Bowl para os Philadelphia Eagles, não conseguiram sequer apurar-se para os play-offs e ainda viram o "quarterback" Patrick Mahomes, grande figura da NFL durante as últimas temporadas, lesionar-se com gravidade num joelho. Terá sido o fim de uma dinastia?
Preços que assustam
Ao nível do preço dos ingreessos, a 60.ª edição do Super Bowl também atinge números astronómicos, mas não a ponto de bater recordes. Com a lotação oficial esgotada, o ingresso mais barato à venda na internet nos últimos dias custava 4600 dólares (3900 euros), ainda assim valores inferiores aos praticados no ano passado para a final entre os Eagles e os Chiefs.
Audiência de 127 milhões nos EUA para superar
O Super Bowl entre os New England Patriots e os Seattle Seahawks poderá superar o recorde de audiência televisiva do evento nos Estados Unidos, estabelecido no ano passado, quando 127 milhões de pessoas assistiram, pela televisão, à final ganha pelos Philadelphia Eagles aos Kansas City Chiefs. Desta vez a cargo da estação NBC, a transmissão do evento agendado para o Levi"s Stadium, nos arredores de São Francisco, será, como sempre, também marcado pelo que acontece durante os inúmeros intervalos da partida. A corrida das marcas para publicidade foi intensa e cada anúncio de 30 segundos custa 10 milhões de dólares, cerca de 8,5 milhões de euros. Em Portugal, o jogo será transmitido num dos canais codificados da DAZN.
Seattle com favoritismo
Nas casas de apostas norte-americanas, os Seahawks surgem como favoritos para vencer o Super Bowl. Segundo os prognósticos para o resultado, a equipa de Seattle vai vencer a de New England por uma diferença de quatro pontos. Por cada dólar apostado na formação da cidade que ficou famosa por ter sido o berço do movimento grunge, o lucro é inferior a outro dólar.
Bad Bunny para aborrecer Trump
O cantor escolhido para o espetáculo que anima o intervalo do Super Bowl é o porto-riquenho Bad Bunny, famoso pelos temas de sucesso e por criticar em público as políticas anti-imigração de Donald Trump.
