
Paulo Jorge Pereira em treino aberto
Federação de Andebol de Portugal
Declarações de Paulo Jorge Pereira, esta sexta-feira, em treino aberto. Campeonato da Europa de andebol arranca dia 15, antes Portugal vai ao Torneio Internacional de Espanha
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"Este grupo é definitivo, mas enviei mensagens a alguns jogadores para estarem prontos no caso de haver algum problema. Um deles foi o Pedro Portela. O Miguel Martins? Não, o Miguel ainda não está pronto fisicamente para jogar, o ombro ainda não o deixa. Caso contrário? Temos 35 jogadores na lista, caso contrário podia chamar qualquer um. Mas só me estão a falar de quem não está, falem-me de quem está". Esta foi uma das respostas de Paulo Jorge Pereira, esta sexta, no treino aberto à Imprensa em Rio Maior, onde a Seleção Nacional está a preparar o Campeonato da Europa, que jogará de 15 deste mês a 1 de fevereiro, na Dinamarca.
"Não há nenhuma seleção que jogue com os mesmos jogadores desde 1995. Toda a gente muda e nós também, o Pedro é Pedro, e podia enumerar muitos mais atletas. Deram muito à Seleção e temos que estar muito agradecidos e fazer sempre uma enorme festa quando os virmos, além de que não acabou, podem sempre voltar à seleção, mas para já estamos a fazer uma renovação normal", explicara momentos antes.
"Estamos a fazer o nosso caminho, com a catana, a ir cortando algumas árvores e oxalá consigamos manter o mesmo rendimento. Se for parecido com o Mundial, era excelente. Quanto mais alto subimos, mais aproximamos o céu do inferno. É um processo lento e temos que meter na cabeça que algum dia também podemos falhar uma qualificação. Às vezes, falhar um contra-ataque ou não pode ser a diferença de passar ou não", disse ainda.
"Estamos todos juntos pela primeira vez, já senti que os que estiveram na semana passada estão melhor, agora é paciência para podermos aferir e alinhar todos em termos físicos e depois, pouco a pouco, relembrar alguns detalhes. Para já vamos pensar mais em nós", continuou. "Não haverá muitas mudanças (em relação ao Mundial), algum detalhe ou outro que se possa incluir, de resto é continuar com este modelo de jogo que temos, muito sólido em termos ofensivos, baseado na relação da primeira linha com os pivôs e nos uns contra uns dos senhores Costinhas. Se conseguirem parar-nos é porque estão a fazer um excelente trabalho, nós somos do melhor que há no mundo em termos ofensivos", afirmou, concluindo: "Vão havendo mudanças, é normal que alguns atletas comecem a fechar a sua cooperação e compromisso com a Seleção, é espetacular ver como as pessoas vieram sempre muito comprometidas e também é bonito ver os putos mais novos a chegar"

