
Miguel Martins
Federação de Andebol de Portugal
Andebolista português viveu vários momentos negativos em 2025
"Este ano 2025 foi realmente exigente e desafiante para mim. Após lesão no ombro, no jogo da Liga dos Campeões com o Nantes, fui sujeito a cirurgia [reparação labral] a 6 de maio de 2025, pelo Dr. José Manuel Lourenço, em Portugal, no Hospital Santa Maria, por acordo com o Aalborg, a quem agradeço toda a colaboração e empatia", contou a O JOGO Miguel Martins, um dos ausentes da convocatória de Paulo Jorge Pereira para o Europeu que para Portugal arranca dia 16.
"A operação foi muito bem sucedida, sem perda de qualquer função da articulação, seguida de uma recuperação da mobilidade e ativação da articulação, de acordo com um protocolo avançado, traçado pelo cirurgião, e desenvolvido pelo fisioterapeuta Luís Pinto", revelou, continuando: "Em julho o processo transitou para o D. Bucareste, após a minha transferência para o campeão romeno para as duas épocas seguintes, dando continuidade à recuperação com o fisioterapeuta e o preparador físico do clube. Em setembro comecei a integrar os treinos coletivos e no final do mesmo mês, após observação médica, fui dado como clinicamente apto para iniciar a reintegração gradual em competição".
"De maio a outubro foram cinco meses de luta, paciência e foco, num ano tão duro e injusto, longe do que mais amo, e sem poder contribuir de imediato para a equipa e para a concretização das expectativas que o clube depositava em mim", prosseguiu o central. "Desde aí, até ao presente, continuei o trabalho específico com o preparador físico, para além de todos os treinos com a equipa, estando disponível para as opções da equipa técnica. De resto, o meu foco tem sido trabalhar diariamente, manter-me preparado para poder contribuir sempre que solicitado, com o mesmo empenho e dedicação de sempre".
Miguel Martins, recorde-se, nos dez anos que leva de Seleção A, nunca falhou qualquer competição, à exceção do Mundial do ano passado, por um suposto controlo antidoping positivo, mas que, mais tarde, veio a provar-se ser negativo. Começava o "ano tão duro e injusto".

