
Reprodução/Facebook Município de Chaves
A prova está inserida no Campeonato Norte de Ralis.
O Rali Alto Tâmega regressa às estradas de Boticas e Chaves, entre sábado e domingo, 25 anos depois da última edição para, segundo a organização, ser o "embaixador" da região em Portugal e no estrangeiro.
"O objetivo desse regresso é tornar a prova uma embaixadora da região do Alto Tâmega quer em Portugal quer fora das nossas fronteiras. A nossa intenção é internacionalizar o rali no futuro próximo", afirmou Nuno Loureiro, presidente do Clube Aventura do Minho (CAMI), que está a organizar a prova
O Rali Alto Tâmega realizou-se entre 1983 a 1993 e foi considerado como uma das provas de asfalto mais desafiantes dos ralis nacionais, ostentando no seu palmarés de vencedores nomes carismáticos da época como os de Joaquim Santos, Joaquim Moutinho, José Miguel Leite Faria ou Fernando Peres.
Passados 25 anos, a prova regressa e está inserida no calendário do Campeonato Norte de Ralis.
A organização assume como objetivo voltar a integrar, dentro de poucos anos, o campeonato nacional.
"Este sonho só foi possível de concretizar porque os municípios de Chaves e de Boticas abraçaram a ideia, proporcionando os meios necessários para levar o rali para a estrada. Sem eles não seria possível", afirmou Nuno Loureiro.
Para Nuno Vaz, presidente da Câmara de Chaves, a prova tem "tudo para se tornar um dos cartazes de promoção da região, atraindo os aficionados da modalidade ao território da região, servindo assim como mais um estímulo para a economia da região".
Fernando Queiroga, presidente da Câmara de Boticas, salientou "o bom entendimento" dos dois municípios para "levar a bom porto a prova" que classificou como "uma mais-valia" para a região.
O CAMI vai montar a prova com recurso a uma vasta equipa, contando com o apoio de mais cinco clubes e mais de oito dezenas de elementos diretos na organização, a que se juntam a GNR e a PSP e ainda quatro corporações de bombeiros voluntários.
Em Chaves, estará instalado o "centro nevrálgico" da prova, com o secretariado e gabinete de imprensa no Museu Nadir Afonso e a chegada do rali a ser feita em frente à Biblioteca Municipal.
Serão oitenta especiais de classificação, a que se juntam 70 quilómetros de ligação.
Para além da superespecial de abertura, cumprida perto do perímetro urbano flaviense, o rali irá revisitar troços cronometrados "míticos" como os de Vidago-Boticas, pelas localidades de Nogueira, Bobadela e Ardãos até Soutelo (agora renomeado Seara Velha) e o de Chaves.
No Museu da Região Flaviense está patente até domingo a exposição "10 Anos de Rali no Alto Tâmega", que reúne um rol de fotografias destacando a história da prova.
