"Queremos ver o Boavista a discutir a Volta a Portugal e gostaria que fosse já este ano"

Feira dos Sofás-Boavista
AFP
André Cardoso correu no World Tour, rendeu o histórico José Santos à frente de uns axadrezados totalmente remodelados e quer mostrar serviço. Novo diretor-desportivo no pelotão nacional, portuense de 41 anos quer os seus corredores sempre ao ataque e pretende ver os axadrezados a discutir de novo a Volta a Portugal. "Se possível já este ano", diz.
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"É uma responsabilidade substituir o professor José Santos, que liderou a equipa durante 42 anos e tem um currículo invejável, e também começar pelo Boavista, que ganhou tudo, até uma Volta a França do Futuro por equipas, mas tenho muita ambição e quero transmiti-la a um plantel que, com o novo apoio da Feira dos Sofás, procura ter outra atitude", disparou André Cardoso de uma assentada, como que imitando as iniciativas constantes dos seus ciclistas. O portuense, 41 anos, segundo na Volta a Portugal de 2011 e com quatro épocas de World Tour no currículo, é a novidade entre os diretores desportivos nacionais, liderando uns axadrezados reformulados.
Além de um novo patrocinador principal, com a Feira dos Sofás a render a Rádio Popular, de saída após 13 épocas, o Boavista só manteve um dos ciclistas da época passada. "A mudança foi natural. Os corredores anteriores tinham contratos com outra equipas e, juntamente com José Santos, fez-se a equipa idealizada, com a felicidade de o Pedro Silva se juntar à festa", explicou Cardoso, abordando o novo chefe de fila, um dos melhores valores do pelotão nacional, que chegou da Anicolor. David Domínguez (ex-Louletano) e dois homens rápidos, Iker Bonillo (ex-Euskadi) e Fábio Costa (ex-Anicolor), permitem às panteras ter ambições.
"Temos um plantel de jovens, que ambicionam sempre ir para o World Tour. Já lhes disse que, para chegarem a esses patamares, têm de se mostrar. Tem acontecido, é esse o nosso caminho", diz André Cardoso, referindo-se às fugas de João Silva e Iker Bonillo nas duas primeiras etapas do Algarve. "Quero que sintam uma pressão saudável, que vão para a estrada comprometidos e profissionais. Se tiverem essa ambição, tudo correrá bem", refere Cardoso, que pretende aumentar a aposta internacional - "Vamos ao Gran Camiño e Astúrias e estamos a tentar Luxemburgo, Países Baixos e Brasil" - e tem uma grande meta: "Queremos ver o Boavista a discutir a Volta a Portugal. E gostaria que fosse já este ano".

