Nuno Borges revela os desejos para 2026: "Estou pouco preocupado com os números..."

Reprodução/ Instagram Nuno Borges
Nos "quartos" em Hong Kong, expressa n'O JOGO os votos para 2026, em que aponta ao melhor ranking de carreira e bater um top-10. Pela primeira vez desde que está a full time no ATP Tour, venceu duas rondas no torneio de abertura do ano e, após uma pré-época a preceito, mostra-se pronto para voltar à "aprendizagem contínua".
Nuno Borges impôs-se a uma velha glória do ténis, o croata Marin Cilic, de 37 anos, antigo número três do ranking e vencedor do US Open'2014, por 7-5 e 6-3, numa exibição em que uniu a clarividência à agressividade. Número 45 do ranking ATP, o Lidador bateu o segundo top-100 (Cilic 70.º) esta semana e cabe-lhe defrontar um tubarão loiro, o russo Andrey Rublev, agora fora do top-10 (16.º).
Ao nosso jornal, começou por abordar o rendimento de uma "pré-época que pode ter corrido muito bem, mas ficava a dúvida no ritmo competitivo poder falhar um bocadinho", algo que sentiu "estar a um bom nível", visto também estar "mentalmente fresco e o jogo já a corresponder ao que foi feito no treino". Sem se deter, avançou na análise ao apuramento para os quartos de final: "O meu mind set tem estado bastante bem e fico contente por começar o ano com duas vitórias aqui e a lutar por mais".
Há um ano, a O JOGO, o número um português lembrava que a "aprendizagem é contínua". Com mais uma época nas pernas, questionado da oportunidade de poder dar mais vezes algumas lições, sorriu e atirou: "A aprendizagem é contínua e não me preocupam as lições que possa vir a dar. Aliás, quanto menos eles absorverem melhor. Vou tentando aprender o máximo possível, preocupado com o meu caminho, tentando meter uma espécie de zoom out e de construção a mais a longo prazo e não só no momento".
"Aumentar o nível no geral e continuar o processo de desenvolvimento que tem corrido bem" está no topo da pirâmide dos objetivos, antecipando ter "conquistado aqui um mini-objetivo, ao vencer pela primeira duas rondas". "Estou pouco preocupado com os números, mas é claro que gostava de atingir o melhor ranking de carreira [30.º, em setembro 2024] e tentar superar-me a mim mesmo", apesar de saber que "haverá, certamente, muitos altos e baixos", procurando "manter uma linha mais ou menos estável". "Vencer, finalmente, um jogador do top-10", está também no horizonte, tal como "atingir os quartos de final de um Grand Slam". "Cada torneio que vem é uma oportunidade nova", concluiu, usando uma das frases motivadoras do desporto.
