
João Fernando
AFP
Em Doha, João Fernando espera estar no seu pico de forma, depois de um início de época prometedor, na luta pelas medalhas no Grand Slam de Telavive, em que terminou em quinto, e como sétimo classificado no mais prestigiante torneio do circuito, em Paris
O judoca João Fernando tem como objetivo mínimo entrar no quadro de honra da categoria de -81 kg nos Mundiais em Doha, garantindo que não se pode contentar com menos do que isso.
"Os meus objetivos mais práticos são, sem dúvida, estar no quadro de honra, isto é, no mínimo o sétimo lugar. Sei que é uma competição sempre muito complicada, muito forte, em que estão todos, mas não me contento com menos do que isso", disse o judoca à agência Lusa.
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Em Doha, João Fernando espera estar no seu pico de forma, depois de um início de época prometedor, na luta pelas medalhas no Grand Slam de Telavive, em que terminou em quinto, e como sétimo classificado no mais prestigiante torneio do circuito, em Paris.
"Tem sido uma preparação com muitas competições, muitos estágios internacionais, diferente daquilo a que eu estou habituado, portanto tem corrido bastante bem", adiantou o judoca do Sporting.
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Em Doha, João Fernando entra em competição na quarta-feira da próxima semana e para o judoca é cada vez mais claro a importância de passar a "rebentação das ondas", os momentos críticos iniciais do quadro em que surgem muitos cabeças de série.
"A rebentação está lá sempre, enquanto eu não for cabeça de série, a rebentação significa o cabeça de série e nos -81 kg, costuma-se dizer que é a categoria mais competitiva, não é por estar lá, porque eu vejo, e todos os cabeças de série são fortíssimos", lembrou.
Um arranque que o judoca já teve a oportunidade de "desbloquear" e que tenta ultrapassar sempre que entra no tatami.
"Eu dizia isso no sentido de, para uma primeira vez, derrotar um desses cabeças de série é algo bom em termos psicológicos, era algo que eu estava a precisar, e, felizmente, já fiz, mais que uma vez, mas nessa fase [Europeus de 2022] um dos objetivos que eu tinha, uma ambição que eu tinha, era finalmente passar essa fase de cabeça de série", acrescentou.
Nos Mundiais, que ainda pontuam a apenas 50% para os Jogos Olímpicos de Paris'2024, João Fernando entra com o também português Anri Egutidze, judoca do Benfica que optou por regressar aos -81 kg e que concorre pela mesma vaga olímpica.
"Neste momento não penso na concorrência direta, porque acho que o objetivo maior é chegar aos Jogos e para isso preciso estar na qualificação. A verdadeira pressão está no sentido de conseguir a qualificação, depois o resto é fazer sempre o melhor, portanto quer eu, quer ele temos esse objetivo, estamos sempre com o objetivo de fazer o melhor resultado possível em cada prova, independentemente do resultado do outro", concluiu.
Portugal competirá em Doha, entre domingo e 13 de maio, com 11 judocas: Catarina Costa e Raquel Brito (-48 kg), Joana Diogo e Maria Siderot (-52 kg), Telma Monteiro (-57 kg), Bárbara Timo (-63 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Rodrigo Lopes (-60 kg), e João Fernando e Anri Egutidze (-81 kg).
