
(From L) Team DSM's Norwegian rider Andreas Leknessund, Jumbo-Visma's Slovenian rider Primoz Roglic, INEOS Grenadiers's British rider Geraint Thomas, Bahrain - Victorious's Italian rider Damiano Caruso, UAE Team Emirates's Portuguese rider Joao Almeida and Team Arkea Samsic's French rider Warren Barguil cross the finish line of the fifteenth stage of the Giro d'Italia 2023 cycling race, 195 km between Seregno and Bergamo, on May 21, 2023. (Photo by Luca Bettini / AFP)
Luca Bettini / AFP
Etapa de todos os perigos teve UAE Emirates ao ataque, mas pouco mudou na classificação geral
O norte-americano Brandon McNulty (UAE Emirates) correu a 15.ª etapa da Volta a Itália como se de uma clássica se tratasse e acabou por vencer em terras 'lombardas', na chegada a Bérgamo.
McNulty, de 25 anos, cumpriu os 195 quilómetros entre Seregno e Bérgamo em 5:13.39 horas, impondo-se aos companheiros da fuga num sprint a três que deixou o irlandês Ben Healy (EF Education-Easy Post) em segundo e o italiano Marco Frigo (Israel-Premier Tech) em terceiro.
Na geral, o francês Bruno Armirail (Groupama-FDJ) segurou a liderança, embora tenha visto a diferença para os perseguidores encurtada, e tem agora 1.08 minutos de vantagem sobre o britânico Geraint Thomas (INEOS), segundo, 1.10 sobre o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), terceiro, e 1.30 sobre o português João Almeida (UAE Emirates), quarto e líder da juventude.
Este foi de novo um dia para a fuga, que voltou a ter mais de 10 elementos e teve uma luta entre Healy e o colombiano Einer Rubio (Movistar), ambos já com uma vitória em etapa no bolso, pelos pontos das várias montanhas categorizadas, estando agora em condições de ameaçar a liderança do italiano Davide Bais (EOLO Kometa).
McNulty seria sempre uma das ameaças na chegada a Bérgamo, como o irlandês percebeu, isolando-se antes da principal subida do dia, mas com o norte-americano no encalço.
Foi um autêntico contrarrelógio o encetado pelo gregário de João Almeida, conseguindo alcançar Healy e, depois, derrotá-lo ao sprint, quando Marco Frigo também já se tinha juntado à dupla.
"Indescritível. O meu objetivo era este, mas adoeci no contrarrelógio. Não sabia como ia ser, mas hoje correu tudo bem e estou superfeliz", contou McNulty.
Tanta vez no trabalho em prol de líderes como o esloveno Tadej Pogacar ou João Almeida, o talentoso trepador de 25 anos, que se defende bem no 'crono', deu hoje mostras da qualidade ao bater Healy e outros adversários de peso.
"Na última subida longa tentei ir, e pensei que estava tudo perdido porque o Ben estava tão forte. Consegui arrastar-me de volta, descansei, e depois jogámos um com o outro no plano", contou.
De resto, McNulty admitiu que o objetivo da equipa é a geral individual e o seu pessoal o de ganhar uma etapa, pelo que agora "dá para concentrar completamente no João".
O português também não deixou os créditos por mãos alheias e hoje, na última dificuldade do dia, nos últimos quatro quilómetros, começou a selecionar o grupo dos favoritos, com a ajuda de Geraint Thomas.
O resultado foi a liderança encurtada para Armirail e alguns outros candidatos ao 'top 10' perderem tempo, ainda que a relação de forças nos favoritos tenha continuado na mesma, num Giro cada vez mais focado exclusivamente na última semana.
Na segunda-feira, o pelotão goza o último dia de descanso até ao final, no próximo domingo em Roma.
