
Miguel Oliveira
AFP
KTM ainda admite a possibilidade de manter o piloto português.
Uma verdadeira novela. Assim podem ser rotulados os últimos tempos de Miguel Oliveira. Apesar dos inúmeros rumores, o piloto português da KTM ainda não tem o futuro resolvido. Se a saída do universo KTM já foi praticamente dado como certo em diversas ocasiões, a verdade é que mais recentemente o piloto até admitiu poder aceitar a proposta da GasGas ("substituta" da equipa satélite "Tech3").
Agora, é o diretor executivo do grupo que detém a KTM, que até já havia "confirmado" a "saída" para a Aprilia ["Estou feliz por saber que [Miguel Oliveira] encontrou uma boa equipa. A Aprilia não é nada má, será interessante", havia dito em declarações à revista "Speedweek"], a voltar com a palavra atrás e a reconhecer que o piloto português ainda pode continuar na família, apesar de considerar difícil essa possibilidade.
"Não acho que o Miguel [Oliveira] vá correr connosco em 2023, porque ele assinou uma carta de intenções com a Aprilia", começou por dizer Stefan Pierer à "Speedweek".
"Agora, garantimos-lhe que a Tech3 será uma verdadeira segunda equipa de fábrica no futuro. Ele não sabia disso quando lhe oferecemos a mudança para a Tech3 em maio. Se ele soubesse, na altura, como a equipa vai ser estruturada no futuro, poderia ter ficado. Ficou um pouco magoado quando assinámos com o Jack Miller, mas é como é. Agora vamos esperar e ver o que Miguel diz. Se ele quiser há uma vaga na Tech3. A bola está agora nas mãos dele, fizemos uma nova oferta [contrato de três anos]", acrescentou.
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"Explicámos ao Paulo [Oliveira, pai e empresário de Miguel Oliveira] numa conversa muito boa e construtiva, que a GasGas de Hervé Poncharal será a nossa segunda equipa de fábrica. Pode ter sido mal comunicado ou ele não quis ouvir. Tanto quanto sabemos, o Miguel Oliveira ainda não assinou um contrato definitivo com ninguém. Também concordámos que, mesmo que a separação seja efetiva, continuaremos amigos. Agora pai e filho têm que decidir nos próximos dias. Teremos uma resposta até o final desta semana", afirmou, por seu lado e também à "Speedweek", Hubert Trunkenpolz, CEO da KTM.
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