Fórmula 1: falta de ultrapassagens obriga a novas regras... depois da corrida enfadonha

Crispin Thruston/Action Imagens
Na Austrália só houve cinco ultrapassagens, o que chocou Ross Brawn. Face a nova época de Fórmula 1 em quebra, quer alterar a aerodinâmica, mas terá de esperar por 2021.
As cinco ultrapassagens no Grande Prémio da Austrália não são um mínimo absoluto, pois a história já registou corridas em que elas nem existiram - Mónaco"2003, Estados Unidos"2005, Espanha"2009 e Rússia"2017 -, mas a corrida do domingo foi suficientemente enfadonha para preocupar Ross Brawn, antigo responsável de Honda, Brawn e Mercedes e agora diretor-geral da Fórmula 1. "Perdemos um ingrediente vital, as ultrapassagens e as situações de roda com roda. Temos de abordar o problema de forma estruturada, ou nunca teremos grandes progressos. Precisamos, para 2021, de carros que permitam aos pilotos lutar em pista", defendeu o britânico, sabendo que terá de esperar mais três épocas até à próxima grande mudança de regulamentos.
Em 2011, a solução foi a introdução do DRS, uma mudança na asa traseira que os pilotos acionam para aumentar a velocidade e apenas é autorizada em algumas zonas das pistas. O método fez disparar o número de ultrapassagens até ao ano passado, quando soluções aerodinâmicas mais complexas aumentaram a velocidade e... a turbulência nas traseiras. As ultrapassagens caíram 49%.
"A FIA e a F1 têm de colocar dois carros num túnel de vento e criar um desenho que lhes permita manter esta performance e aproximarem-se. Os adeptos merecem um espetáculo melhor e temos de fazer esse esforço", completou Brawn, sabendo que este ano a média superior a 40 ultrapassagens por corrida voltará a ser uma... miragem.
