Comité Paralímpico explica inclusão de russos e bielorrussos: "Foi um processo democrático"

Andrew Parsons (Créditos: Pedro Rocha/Global Imagens)
Andrew Parsons, presidente do Comité Paralímpico Internacional, justificou a decisão, que levou a um boicote de vários países à cerimónia de abertura marcada para amanhã
Os Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina começam amanhã, mas envoltos em polémica. Vários países anunciaram que vão boicotar a cerimónia de abertura devido à presença de atletas russos e bielorrussos com as suas respetivas bandeiras, e o presidente do Comité Paralímpico Internacional, Andrew Parsons, justificou a decisão.
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"Reconheço que essa decisão não foi bem recebida em algumas regiões do mundo. Gostaria de salientar que o IPC é uma organização mundial democrática cujas decisões relativas à suspensão de membros são determinadas pelos seus membros. Não podemos escolher quando ser democráticos com base no resultado das decisões da assembleia-geral. Este foi um processo democrático conduzido de acordo com o procedimento previsto na constituição do IPC. 177 das nossas 211 organizações membros estiveram presentes para votar", referiu Parsons esta quinta-feira, em conferência de imprensa.
Ao todo, nove países boicotaram a cerimónia de amanhã. A Rússia e a Bielorrússia estavam banidas das competições desde a invasão da Ucrânia, em 2022, mas nestes Jogos Paralímpicos têm dez jogadores registados.

