
Rali Dakar vai ter 12 etapas no deserto da Arábia Saudita e a navegação será decisiva, obrigando a organização a precauções extra.
O caso mais famoso terá sido o de Nasser Al Attiyah, retirado pela própria equipa em 2009, quando liderava, evitando a desclassificação por um "erro de percurso" que lhe permitiu evitar uma zona de dunas, mas a organização do Rali Dakar não esconde que nos últimos anos as novas tecnologias podem ter permitido vários tipos de batota numa prova em que a navegação é importante.
A partir de domingo e até dia 17, e com 12 etapas e 7856 quilómetros na Arábia Saudita, não errar no percurso será mesmo decisivo, o que levou a ASO e o novo diretor da corrida, David Castera, a medidas inéditas.
Em seis das etapas, as equipas só irão receber o road book na manhã antes da partida - nas restantes continuarão a ser entregues na véspera -, para evitar a busca de alternativas ao percurso. Os carros do top 25 vão ter câmaras internas a vigiar as ações do pilotos, prevenindo a utilização de artefactos eletrónicos como transmissores e recetores de rádio ou sistemas de envio de dados que não os fornecidos pela organização. Por fim, os telemóveis serão colocados numa caixa que será selada e só poderá ser aberta à chegada de cada etapa. Escrever notas adicionais em papéis ou nas roupas já era proibido no Peru - Kevin Benavides, da Honda, foi penalizado em três horas no ano passado, mas recorreu e ganhou - e continuará a sê-lo.
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Sendo as etapas mais longas do que na América do Sul e totalmente desconhecidas, haverá uma inovação para a maioria dos 351 inscritos, mas que não irá abranger os pilotos de fábrica: a repescagem, denominada como "joker", permitirá aos que desistirem voltarem a alinhar, mas apenas uma vez e numa classificação paralela, a "Dakar Experience". A maioria dos 13 portugueses será abrangida.
