Adepto do Sporting acusado de atacar portistas fica preso, apesar de juíza defender pulseira eletrónica

Em causa o ataque a adeptos do FC Porto após um clássico de hóquei em patins
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Um jovem de 22 anos, acusado de atacar um carro com adeptos do FC Porto, após um clássico de hóquei em patins, vai continuar em prisão preventiva, determinou o Tribunal da Relação de Lisboa. Isto apesar de uma das três juízas ter defendido que o arguido deveria aguardar o processo em casa, com vigilância eletrónica.
No acórdão, citado pelo Jornal de Notícias, as desembargadoras Maria do Carmo Lourenço e Ana Paula Guedes negaram provimento ao recurso apresentado pela defesa de Leandro Pinto, considerando que continua a verificar-se os perigos de continuação da atividade criminosa e de perturbação grave da ordem e tranquilidade públicas. "Estes perigos são reais atenta a personalidade evidenciada pelo recorrente (e coarguidos) e as circunstâncias que rodearam a prática dos factos. (...) Impõe-se concluir que é de manter a medida de coação de prisão preventiva, por não se verificarem circunstâncias, quer de facto, quer de direito, que justifiquem a revogação ou a alteração da medida de coação", justificaram.
Recorde-se que o Ministério Público acusou sete adeptos do Sporting de tentativa de homicídio qualificado contra cinco apoiantes do FC Porto. Em causa estão os incidentes ocorridos no dia 10 de junho do ano passado, após um clássico de hóquei em patins, disputado em Lisboa.
Os arguidos, além de homicídio qualificado na forma tentada, terão de responder por dez crimes de ofensas à integridade física qualificadas, um crime de incêndio, cinco crimes de roubo, um qualificado e consumado e quatro na forma tentada, e três crimes de dano qualificado.
A acusação sustenta que atuaram em grupo com o objetivo atear fogo às viaturas em que seguiam os rivais, não lhes permitindo que saíssem, desferindo pancadas e bastonadas, apedrejando as vítimas e os carros, e apropriando-se de objetos de valor que os mesmos tivessem na sua posse.
As vítimas foram atacadas quando pararam a viatura junto a um semáforo no Lumiar, em Lisboa. Durante o ataque, um carro, onde seguiam cinco homens, acabou incendiado.

