Seleções podem chamar 26 jogadores para o Europeu: a explicação da UEFA

Seleções podem chamar 26 jogadores para o Europeu: a explicação da UEFA
Redação

Número confirmado pelo organismo esta terça-feira.

A UEFA confirmou esta terça-feira que as seleções presentes na fase final do Europeu poderão convocar 26 jogadores para a prova, ao invés dos 23 habituais. A ideia de aumentar o corpo de convocados, que têm de ser submetidos até dia 1 de junho, é a de ajudar cada equipa a lidar com os potenciais riscos de infeção pelo novo coronavírus ou medidas de quarentena.

"Para mitigar os riscos de as equipas enfrentarem uma escassez de jogadores disponíveis em certos jogos devido a possíveis resultados positivos dos testes à covid-19 e subsequentes medidas de quarentena ordenadas pelas autoridades competentes, foi decidido aumentar excecionalmente a lista de jogadores convocados de todas as equipas participantes para 26", informou o organismo.

A UEFA realça ainda que "23 jogadores continuará a ser o número máximo permitido na ficha de jogo para cada partida (de acordo com a Lei 3 das Leis do Jogo do IFAB permitindo um máximo de 12 suplentes nos encontros de seleções nacionais A), incluindo três guarda-redes".

"Para ficar claro, os jogadores que tiveram teste positivo à covid-19 ou que foram declarados como contactos próximos de uma pessoa positiva testada à covid-19 - e, portanto, colocados em isolamento - por meio de uma decisão das autoridades, são considerados casos de doença grave e podem ser substituídos antes do primeiro jogo, com a aprovação da administração da UEFA. Os novos regulamentos também permitirão agora que os guarda-redes sejam substituídos antes de cada jogo durante o torneio em caso de incapacidade física, mesmo que um ou dois guarda-redes da lista de jogadores estejam disponíveis", surge também explicado.

A UEFA responde, assim, aos pedidos de vários selecionadores preocupados com os possíveis impactos da covid-19 na lista durante um torneio apertado, com vários jogos em poucos dias, com uma decisão sem paralelo desde 2001, na Taça das Confederações, quando as listas de seleções foram alargadas de 22 para 23 jogadores.

Portugal, que defende o título conquistado em 2016, estreia-se no grupo F frente à Hungria, em Budapeste, em 15 de junho, defrontando, depois, a Alemanha, em Munique, no dia 19, e a França, atual campeã do mundo e vice-campeã da Europa, em 23 de junho, de novo em Budapeste.