"O Barcelona está acima de todos, incluindo do melhor jogador do mundo"

"O Barcelona está acima de todos, incluindo do melhor jogador do mundo"
Redação

Joan Laporta, presidente do Barcelona, convocou uma conferência de imprensa, esta sexta-feira, para explicar os motivos pelos quais Messi não continua no clube.

Sem margem salarial: "Antes de mais, gostaria de dizer que, infelizmente, recebemos uma terrível herança. A massa salarial desportiva representa 110% das receitas do clube. Não temos margem salarial. As normas que regem a La Liga marcam umas limitações e não temos margem. Sabíamos disto deste que chegámos ao clube. Os números que tínhamos depois das primeiras previsões da auditoria são muito piores do que tínhamos previsto. Isto levou a que as perdas sejam muito grandes e a dívida também."

Ninguém está acima do clube: "O fair-play financeiro da La Liga é diferente e o critério do 'cash' não se aplica. Para ter este fair-play o Barça teria de se mostrar favorável a uma hipoteca dos direitos televisivos do clube por meio século. Não estou disposto a hipotecar os direitos do clube por ninguém. Temos uma instituição que está acima de todos, incluindo do melhor jogador do mundo, a quem estaremos sempre agradecidos."

Fim da era Messi: "O legado de Messi é excelente. A melhor época da história do Barcelona. Agora começa uma nova era, uma após Leo Messi, como aconteceu com outros jogadores da história do Barça."

Ainda sobre o limite salarial: "Não vou suscitar falsas esperanças. Ele tinha outras opções e o jogador precisava de algum tempo para pensar sobre o que ia fazer e avaliar a situação. Nos últimos 2 meses, passámos por diferentes cenários. Primeiro oferecemos-lhe o pagamento do salário de dois anos em cinco. Messi esteve sempre presente nas reuniões. Pensámos que isto encaixaria nos critérios da La Liga, em outros países funciona, mas aqui não aceitaram. A La Liga também tinha as suas pressões porque havia clubes que queriam que se cumprissem as normas... Depois, passámos a um contrato de cinco anos, que o Leo também aceitou. Ele tem os seus planos, que passavam no mínimo por dois anos no Barça. Nós queríamos que a etapa pós-Messi começasse em dois anos, mas vamos ter de a adiantar. Não pode ser. Quando fizemos o contrato de cinco anos, pensávamos que podíamos renovar. A La Liga deu a entender que isto podia avançar. É certo que receberíamos dinheiro, mas pensámos que hipotecar os direitos de TV por meio século não seria conveniente para o clube. O Barcelona está acima de tudo."