
Colchoneros teriam de pagar para poder utilizar o guarda-redes mas o organismo avisa que esse tipo de interferências são inválidas.
O sorteio da meia-final da Liga dos Campeões ditou um confronto entre Atlético de Madrid e Chelsea e a polémica já está instalada. Thibaut Courtois, guarda-redes belga ao serviço dos espanhóis, está emprestado precisamente pelo clube inglês que colocou no contrato de empréstimo uma cláusula a obrigar ao pagamento de uma verba considerável para que possa ser utilizado contra a "casa mãe". Porém, a UEFA já avisou os londrinos de que esse tipo de interferências nas escolhas de outras equipas são inválidas.
"A integridade da competição desportiva é um princípio fundamental para a UEFA. Tanto a UEFA Champions League como os Regulamentos Disciplinares da UEFA contêm cláusulas que proíbem veemente qualquer clube de exercer ou tentar exercer qualquer tipo de influência sobre os jogadores que outro clube possa (ou não possa) colocar em campo. Daí resulta que qualquer cláusula existente num contrato privado entre clubes, que possa funcionar para influenciar os jogadores que um clube coloca em campo num jogo, é considerada nula, inválida e impraticável aos olhos da UEFA. Qualquer tentativa de reforçar tal cláusula constitui uma clara violação quer dos regulamentos da UEFA Champions League, quer dos Regulamentos Disciplinares da UEFA e será sancionada como tal", informou a UEFA em nota oficial.
Entretanto, o Chelsea acusou o toque e o seu diretor executivo, Ron Gourlay, já veio a público afirmar que o belga pode jogar, não percebendo a intervenção da UEFA: "O empréstimo foi acordado no início da época. Pode jogar contra o Chelsea, isso nunca esteve em dúvida. Tanto quanto sabemos, cumprimos todas as regras. [Courtois] pode jogar contra o Chelsea se decidirem utilizá-lo."
