
Cláudio Braga brilha ao serviço do Hearts, da Escócia
ENTREVISTA, PARTE II - Cláudio Braga passou do quarto escalão do futebol português à luta pelo título de campeão na Escócia com a camisola do Hearts. Aos 26 anos, o avançado natural de Vila Nova de Gaia prova que, com trabalho, tudo é possível
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Com uma carreira em ascensão, revela que vai sentir ansiedade quando forem divulgadas as próximas convocatórias. Pode nem ser já para o Mundial"2026, mas o sonho está vivo.
Sorriu e muito quando foi apresentado no Hearts. É esse enorme sorriso que vai mostrar quando um dia for chamado à Seleção?
-Não sei se dá para mostrar um sorriso ainda maior, mas esse é o maior objetivo da minha vida no que toca ao futebol.
Pode acontecer em breve?
-Deus já me deu provas que tudo é possível. Lá está, é um trajeto um bocado como num filme. Agora ainda acredito mais na chamada à Seleção. Sei que é difícil e que temos uma seleção incrível, mas sonho muito como isso e acredito que com trabalho tudo é possível.
A chamada de Carlos Forbs é um bom exemplo para provar que todos podem ter uma oportunidade?
-Claro que sim. Cada vez aparecem mais jogadores, porque Portugal tem um enorme leque de atletas com muita qualidade e a Seleção acaba por ser o momento. Espero que isso conte para alguma coisa na altura de ser chamado.
Quando ouve a convocatória da Seleção, tem esperança de ouvir o seu nome?
-Nestas últimas ainda não, porque senti que comecei agora a ser falado, mas nas próximas, é óbvio que vai estar aquele bichinho ali. Também acredito que para o Mundial'2026 o selecionador queira manter uma base forte. No entanto, a esperança é última a morrer e há que trabalhar.
Lá em casa jogam todos futebol
Como surgiu essa paixão pelo futebol?
-Eu, o meu irmão e a minha irmã sempre gostamos de jogar futebol e só jogávamos futebol com ela. O meu pai também sempre nos levou para o Areinho de Oliveira do Douro para jogar futebol. Íamos para todo o lado com uma bola, seja para a praia ou para o café. Era impossível não ter esta vontade de jogar futebol. O meu pai, às vezes, ia ver os três filhos no fim de semana.
O seu pai, Paulo Braga, também esteve ligado ao futebol?
-O meu pai foi treinador e treinador de guarda-redes. Nunca num nível profissional, mas sempre jogou muito futebol. E essa competitividade também nasce um bocadinho daí, desde pequenino. Havia aquela competitividade de irmãos que se odeiam e se amam ao mesmo tempo (risos).
Histórias
Música dos Queen dedicada por adeptos
Os adeptos do Hearts adaptaram uma música dos Queen para dedicá-la a Cláudio Braga. "Na apresentação como reforço do Hearts, eu estava muito feliz e não conseguia segurar o entusiasmo. Os adeptos sentiram que eu estava contente de estar ali", justifica o avançado.
Descoberto por um programa de IA
Cláudio Braga foi descoberto pelo Hearts através do programa Jamestown Analytics, elaborado por inteligência artificial (IA) para scouting e desenvolvido para as equipas de Tony Bloom, proprietário do Hearts, Brighton (Inglaterra) e St. Gilloise (Bélgica). "O programa analisa os jogadores de todas as ligas com mais de 3 000 minutos jogados e o nível que atingiram", explica o jogador da equipa escocesa.
Balneário tem sido a chave do sucesso
O Hearts comanda o campeonato escocês à frente dos "gigantes" Celtic e Rangers. O atacante explica o sucesso. "Tem havido uma união e amizade dentro do campo e no balneário. O treinador [Derek McInnes] sabe gerir bem um balneário e os jogadores", elogia.

