
Florentino Pérez, presidente do Real Madrid
EPA
Convencido de que se trata de uma caso de corrupção desportiva, o Real Madrid não desiste dos tribunais e prevê exigir milhões de euros de compensação ao rival em caso de condenação
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Apesar de o Barcelona ter visto uma acusação judicial de suborno, por pagamentos ao ex-vice-presidente da Comissão Técnica de Árbitros (CTA), José Maria Negreira, ser revogada em 2024, o Real Madrid está convencido de que se trata de um caso de corrupção desportiva e, enquanto o processo continua sob instrução judicial, o clube já tem uma estratégia definida para a eventualidade de o rival vir a ser condenado.
De acordo com o jornal AS, depois de ter conseguido há meses que a instrução do caso fosse ampliada até ao dia 1 de março, o clube presidido por Florentino Pérez tem aumentado, através dos seus advogados, a pressão nos argumentos em tribunal contra os catalães, acusando-os de, entre 2001 e 2018, terem "manipulado a sua identidade e falseado a competição com decisões incompreensíveis".
Nesse âmbito, na manhã da véspera de Natal, o Real Madrid solicitou judicialmente que sejam realizados auditorias e processos de "due diligence" aos movimentos económicos do Barcelona no período acima referido, exigindo que o rival apresente um total de 625 documentos.
É ainda referido que, em caso de condenação, os madrilenos prevêem exigir indemnizações milionárias aos "blaugrana" por danos e prejuízos relativos ao caso.

