
Rafael Leão
Adrien Rabiot diz que algo "mudou" na atitude do internacional português do Milan e apelou a que essa mudança seja para manter
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Adrien Rabiot, médio francês do Milan, falou esta semana à Sky Sports italiana sobre a luta pelo título da Serie A, numa altura em que os "rossoneri" seguem no segundo lugar do campeonato, a um ponto do líder e grande rival Inter.
Desde logo, o médio considerou que um dos grandes fatores para a subida de rendimento do Milan em relação à época passada - terminou a liga em oitavo lugar - foi a chegada do treinador Massimiliano Allegri, que sucedeu ao português Sérgio Conceição.
"Na minha opinião, aquilo que mudou o Milan do ano passado para este ano não foi um jogador, nem a equipa, mas sim o treinador, com a sua equipa técnica. Todos conhecemos Allegri: é competente e é muito importante para uma equipa ter um treinador tão bom, tanto a nível futebolístico como humano. Se isso influencia a nossa cabeça? Sim, muito. Sabemos que o futebol não é apenas uma questão de pernas e o míster percebeu isso há muito tempo. É verdade, com ele existe uma relação diferente. Falou comigo desde logo, ajudou-me muito a nível mental. Ele compreende-me, por vezes até sem falar. Isso não acontece com toda a gente", explicou.
Também deixando elogios ao compatriota e capitão Mike Maignan, quem espera que renove contrato em breve, o médio referiu ainda ter notado uma mudança na atitude de Rafael Leão, com o gaulês a pedir mesmo ao internacional português para que a mantenha daqui em diante.
"É justo dizer que ele tem potencial. É forte, já o demonstrou. Mas, pelo que vi, ele já mudou. Ao nível da atitude em campo, já há algo de diferente e tudo começa por aí: ele tem de manter esse aspeto. É um jogador com muita qualidade e nós sabemos isso bem. Tem de continuar a crescer. Depois depende dele, sobretudo a nível mental, perceber até onde quer chegar", apontou.
Quanto ao objetivo de sagrar-se campeão italiano no fim da época, Rabiot admitiu que será uma disputa difícil. Caso o atinja, o médio, que chegou a San Siro no verão passado, oriundo do Marselha, até já pensou numa possível forma de celebrar este "Scudetto".
"É difícil com uma equipa como a nossa, porque poucos jogadores venceram e estão habituados a lutar para ganhar um campeonato, que é longo e exigente. Terminar entre os quatro primeiros é o objetivo geral do clube e nós sabemos disso. Pessoalmente, aponto a algo maior, porque se podes alcançar dez, não te podes contentar com seis ou sete. Não é impossível. Aquilo que eu digo, e que digo também aos outros, é que temos de ter a mentalidade de querer ir ainda mais alto. Temos de mostrar aos nossos colegas menos experientes o quão bonito é vencer. Aqui no Milan, é ainda mais especial. Não tenho tatuagens, mas poderia fazer uma se vencêssemos o campeonato. Seria uma tatuagem ainda mais importante. Considero-me uma pessoa que pensa muito antes de fazer as coisas. E, sim, por uma vitória dessas eu poderia mesmo pensar nisso", atirou.

