
Jogadores do PSG festejaram a conquista da Taça Intercontinental
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Paris Saint-Germain vence o sexto troféu do ano civil - feito que só Bayern e Barcelona tinham conseguido
Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos perderam em julho a final do Mundial do Clubes, mas emendaram ontem a mão ao erguerem pelo Paris Saint-Germain a Taça Intercontinental - título planetário que em Al Rayyan, Catar, opôs os campeões de todos os continentes. Nenhum dos portugueses brilhou nesta final, apesar de tudo. O nome do grande herói da final foi Matvei Safonov, russo que ao defender incrivelmente quatro penáltis no desempate final, entra para a galeria dos imortais do emblema parisiense.
Primeiro título de âmbito mundial para um emblema gaulês, é já o sexto deste ano civil para o PSG, que iguala os feitos conseguidos por Barcelona em 2009 e Bayern em 2020: é agora um trio a formar o grupo de clubes mais bem sucedidos, numa só época, em toda a história do futebol.
Em termos continentais, por um triz não foi interrompido o avassalador domínio da Europa, que somou o seu 14.º título mundial de clubes consecutivo. Em 2012, o Corinthians foi o último emblema não europeu a erguer o cetro planetário.
O Flamengo fica para a história como derrotado, mas sai de orgulho intacto. Apesar do teórico desequilíbrio quando comparado o valor individual dos jogadores de cada plantel, a equipa brasileira deu luta até ao fim. Foi mais dominador o PSG, é certo, mas com sérias dificuldades em entrar na zona de perigo. Exceções foram duas: no 1-0, aos 38 minutos, quando Rossi desviou para os pés de Kvaratskhelia um centro de Doué, limitando-se o georgiano a empurrar para as redes; e pouco antes, quando Ruiz festejou um golo que seria anulado porque a bola tinha transposto antes a linha de fundo (após erro de Rossi). O golo da equipa brasileira surgiu aos 62" numa grande penalidade cometida por Marquinhos, após rasteira sobre De Arrascaeta. Mais calculista do que espetacular, a final foi pouco entusiasmante... até ao desempate final. Aí, sim, teve lugar uma incrível façanha que levou os adeptos parisienses ao delírio.
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A FIGURA
Safonov: 9
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Incrível exibição de Matvei Safonov, a espantar o mundo com quatro penáltis defendidos no desempate final. Um dom para este tipo de lance: em dois desempates pelo PSG, defendeu seis tentativas em dez remates.
Vitinha é o melhor do torneio
Com apenas 25 anos de idade e seis épocas e meia de carreira sénior, Vitinha atingiu ontem a incrível safra de 16 troféus conquistados, a uma média de quase três títulos ganhos por temporada. São agora 11 no PSG, depois de quatro no FC Porto e um na Seleção. Isto num jogo em que a sua exibição lhe valeu a eleição como melhor jogador do torneio - por ele começaram praticamente todas as jogadas ofensivas dos parisienses, falhando apenas nove dos 107 passes que fez no duelo (92 por cento de taxa de sucesso).
Apenas menos um título na carreira tem Nuno Mendes, aos 23 anos de idade: aos três no Sporting e um na Seleção, soma agora 11 no PSG. Titular na esquerda da defesa, o lateral conseguiu boas iniciativas ofensivas e não comprometeu a defender. No meio-campo, João Neves entrou também no onze, chegando aos oito troféus na carreira depois de uma exibição regular. Quem ficou de fora desta vez foi Gonçalo Ramos, que Luis Enrique preferiu deixar no banco até ao fim.
