
Gianni Infantino
AFP
Presidente da FIFA desde 2016, o dirigente soma valores de remuneração que não pararam de aumentar nos últimos anos
Leia também Momento do Real Madrid e "alvoroço" no Benfica: Mourinho apontado a um regresso aos blancos
Visado esta quinta-feira por Michel Platini, ex-presidente da UEFA, que o acusou de ter o problema de gostar "de gente rica e poderosa", Gianni Infantino lidera a FIFA desde 2016, num cargo que lhe tem valido uma carteira cada vez mais recheada.
Na altura da sua nomeação para o cargo de presidente da FIFA, o organismo declarou um salário anual de 1,28 milhões de euros para o dirigente suíço-italiano, mas esse valor tem subido progressivamente nos últimos anos, entre bónus e outras remunerações.
Segundo revela esta quinta-feira o jornal francês Le Monde, que analisou as declarações fiscais que a FIFA entrega anualmente ao Internal Revenue Service, agência federal dos Estados Unidos, Infantino ganhou 6,1 milhões de dólares, equivalentes a cerca de 5,26 milhões de euros, em 2024: 2,9 milhões de dólares de salário (2,5 M€), mais 1,8 milhões em bónus (1,55 M€), 1,1 milhões (950 mil euros) noutras "remunerações declaradas" e 155 mil dólares (cerca de 133 mil euros) em "reforma e outras rumenerações diferidas".
O Mundial'2022, no Catar, foi particularmente lucrativo para o presidente da FIFA, rendendo-lhe um bónus de 1,77 milhões de euros. Já a sua reeleição, em 2023, resultou num aumento de salário de 2,7 milhões de euros. Com um novo Campeonato do Mundo este ano e uma possível recandidatura para um terceiro e último mandato em 2027, tudo indica que estes números deverão subir ainda mais no futuro.

