
Aos 34 anos, a internacional inglesa garantiu ao Manchester City a vitória na Taça da Liga feminina, ao defender duas grandes penalidades na final com o Arsenal (0-0).
Dizem as crónicas da imprensa inglesa que a final da Taça da Liga feminina, que no sábado colocou frente a frente o Manchester City e o Arsenal, com direito a festa em tons de azul, cumpriu a tradição de ser jogada de dentes cerrados, à espera de um erro que, desta vez, resistiu ao tempo regulamentar e ao prolongamento. Pela primeira vez, o troféu foi discutido nos penáltis e Karen Bardsley, 34 anos, foi decisiva, ao defender um par deles. O treinador Nick Cushing admitiu, no final, que não tinha preparado a equipa para ir a penáltis, mas que a guardiã fizera esse trabalho específico, e "decisivo" e tinha "toda a informação" sobre as adversárias. Ela, contudo, declarou que não fora além do trabalho habitual e se limitara a confiar no instinto. Estudar e fazer-se à bola é a história da vida de Karen Bardsley, temperada de momentos que lhe puseram à prova a resistência: por duas vezes, partiu uma perna, no início da carreira e nos quartos de final do Europeu de 2017. Regressou sempre ao lugar dela, destacada entre os postes.
Karen Bardsley nasceu nos Estados Unidos da América, onde o futebol há muito é visto como um desporto feminino, ao contrário do que sucede na Europa, e foi na liga universitária que esta californiana iniciou (2002) uma carreira promissora - e acidentada. Uma perna partida roubou-lhe toda a segunda temporada, mas, recuperou a rota ascendente e passou à liga profissional. Em 2011, mudou-se para a Suécia, potência da modalidade, e daí para Inglaterra, país ao qual tem ligações familiares e cuja seleção escolheu. Há quase seis anos no Manchester City, venceu um campeonato e duas taças, a última nos penáltis, a par de uma presença já antiga na seleção inglesa, que esta semana voltou a convocá-la. Foi com a camisola de Inglaterra que, em 2017, sofreu nova fratura numa perna, nos quartos de final do Europeu. Nada que a tenha impedido de voltar a ser Karen Bardsley: estudante (agora com uma pós-graduação concluída numa universidade de Manchester) e guarda-redes com instinto e reflexos acima da média. O tempo não passa por ela.
* Este domingo, o Manchester City de Pep Guardiola tornou o fim de semana perfeito para o clube e conquistou também a versão masculina da Taça da Liga, na final com o Chelsea: 0-0, 3-4 nas grandes penalidades, com o ex-benfiquista Ederson na baliza.
