
Arteta (créditos: AFP)
Treinador do Arsenal e antigo médio revelou que nasceu com um grave problema no coração, tendo de esperar dois anos para poder ser operado. Mais tarde, prosseguiu uma carreira no futebol, apesar da preocupação que isso criou na sua família, especialmente à sua mãe
Leia também Derlei admite premiar plantel caso o Fafe vença o Braga: "Eles merecem"
Mikel Arteta, treinador do Arsenal e ex-médio, revelou esta quarta-feira que nasceu com um grave problema no coração, tendo de esperar dois anos para ser operado e poder perseguir mais tarde uma carreira no desporto.
Numa entrevista íntima ao "Universo Valdano", o técnico espanhol explicou que, na altura em que lhe foi diagnosticado esse problema, a medicina em Espanha ainda não estava avançada o suficiente para poder ser submetido a uma operação de risco e viver uma vida "normal".
"Tive a infelicidade, sobretudo para os meus pais, de nascer com um problema no coração bastante grave, que naquela altura tinha difícil solução. Sobretudo de forma imediata, era preciso ter um pouco de paciência e esperar dois anos, para que a medicina evoluísse e para que o meu corpo estivesse mais preparado para uma cirurgia de coração aberto, já que ainda não havia demasiados casos em Espanha. Mas, graças a Deus, quase me salvaram a vida e deram-me a oportunidade de ter uma vida normal, que era o máximo a que podíamos aspirar naquele momento", recordou, referindo ainda como começou a acreditar que poderia ser futebolista, apesar da preocupação que isso criou na sua família, especialmente à sua mãe.
"Com o tempo, a minha inquietude e o ambiente em que sempre vivi, com gente muito positiva, com vontade de experimentar coisas e que nunca me pôs barreiras, começámos a ver que era capaz de fazer algo no desporto, a pensar em ser mais competitivo. Isso foi uma desgraça para minha família, porque, sobretudo, os meus pais e a minha família sofreram muito, mas creio que, em grande parte, foi uma bênção, porque nos uniu muito e deu-nos algo por que lutar", salientou.
"[O futebol] É uma atividade que é tão incontrolável e que requer esforços imprevisíveis, está sempre presente que pode acontecer algo. A minha mãe nunca quis ver-me jogar futebol, nunca desfrutou e sempre esteve expectante de 'Se algum dia acontece...'", admitiu ainda o treinador, de 43 anos.
Antes de transitar para uma carreira de treinador, Arteta, que comanda o Arsenal desde 2019, teve uma carreira de sucesso como médio, com passagens pelo Barcelona (onde se formou, mas sem nunca se estrear pela equipa principal), PSG, Rangers, Real Sociedad, Everton e pelos "gunners", onde se retirou em 2016.

