
João Novais feliz na Arábia Saudita
João Novais brilha no Al Jabalain, da 2.ª Liga saudita, com sete golos e nove assistências em 21 jogos. Pensa na subida, em jogar contra Ronaldo, e partilha a crença dos amigos Tozé e Fábio Martins
Leia também Ricardo Costa: "Nós éramos a única equipa que não queria jogar..."
João Novais vive grande etapa na Arábia Saudita, sendo peça de primeiro plano na engrenagem do Al Jabalain, quinto classificado na 2.ª Divisão com pretensões de regresso ao espaço mais desejado, onde militam diferentes estrelas do futebol internacional.
O médio, de 32 anos, com uma carreira profundamente ligada ao Rio Ave e Braga, voltou a emigrar, após novo capítulo em Vila do Conde, levando até à data 21 jogos, sete golos e nove assistências ao serviço do emblema saudita. Não dando como negar a satisfação pessoal, a aposta vai funcionando em pleno, enriquecendo uma carreira que já o fez alinhar na Turquia e Emirados Árabes Unidos. Novais convive também com o favorável contexto de ter a seu lado Diogo Queirós e também uma equipa técnica portuguesa, liderada por Ricardo Chéu. Entrar no palco das estrelas é objetivo associado a esta aventura. "Foi com esse intuito que dei esse passo, é inegável que, ao passarem os anos, nascem outros objetivos. Portugal não é financeiramente tão atrativo e o facto de ter voltado ao Médio Oriente é a pensar a longo prazo, abrir portas por estes lados. Tenho uma equipa técnica portuguesa, é um contexto que não se estranha tanto, sentimo-nos um pouco em casa, estando fora", alega João Novais, no conforto de bons números, que tornam mais solta e agradável a experiência saudita e prometer conservar gratas lembranças.
"A parte desportiva está a correr muito bem, coletivamente andamos em cima com aspirações de subida. E, pessoalmente, estou a cumprir com o desejo de fazer o máximo de golos e assistências para possibilitar outros contratos nesta geografia. Tenho 32 anos, ainda não está perto o fim de carreira, mas está mais próximo do que estava na época passada", declara, partindo os moldes da luta travada. "Sobem dois mais um no play-off entre 3.º e 6.º. Não ficar nos primeiros seis é um ano falhado. Temos uma equipa com bastante qualidade, mesmo que haja outras com maior poder financeiro e outros nomes, jogadores credenciados como Marega. Vejo muita qualidade, vamos lutar até ao fim, inclusive para subir de forma direta", promete João Novais, sem queixas do clube encontrado.
"Vejo boas condições, há um relvado novo. Há coisas que falham como não falham na Europa, mas é aquilo que relativizas, pois não espera um mundo perfeito ao jogar na 2ª Divisão da Arábia Saudita. Há um futebol saudita que está a crescer com maior afluência de público. Vê-se um desejo forte de evolução com a vinda de vários jogadores ou treinadores europeus", destaca o médio, animado com o rendimento, piscando o seu recorde absoluto de golos. "A nível de golos ainda não bati a melhor época, feita no Rio Ave, antes de me transferir para o Braga. Tinha a necessidade de sentir-me útil e importante, foi um passo decisivo para vir para cá. No Rio Ave não sentia isso, era outro contexto", explana, expondo como Ricardo Chéu tem retirado frutos das suas qualidades. "A equipa pode jogar com dois ou três médios, vou variando como 8 ou 10, posso estar mais baixo para pegar na bola como estar mais adiantado para o último passe e remate. As coisas têm corrido bem, o míster conhecia-me e entendeu dar-me essa liberdade e preponderância", analisa. "Estou bem e realizado, já conhecia esta região de uma passagem pelos Emirados. Apanhei uma 2ª Divisão competitiva, há bons jogadores, a parte financeira é atrativa, mas a desportiva não é nada má", aclara.
João Novais não esconde o objetivo de estar na Liga Saudita e competir com Cristiano Ronaldo e alguns amigos.
"Joguei na pré-época, ainda em Portugal, pelo Rio Ave, contra o Al Nassr. Nestes mercados tencionas jogar contra os melhores. É um objetivo. Falo muitas vezes com o Tozé e Fábio Martins, meus amigos da formação do FC Porto. Eles acompanham a minha trajetória e bem dizem que é possível com estes números jogar no próximo ano no patamar deles."

