
Livro do jornalista José Antonio Abellán atribui a Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, duras críticas ao antigo futebolista português e também ao selecionador espanhol: "Não é treinador".
Figo era quem "f... o balneário" e Vicente Del Bosque "não é treinador". Estas são algumas das afirmações atribuídas a Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, no livro "Assalto ao Real Madrid, um diário de 838 dias e noites no limite", da autoria do jornalista José Antonio Abellan. A obra relata a ascensão e queda de Ramón Calderón à presidência dos merengues.
De acordo com excertos publicados, esta sexta-feira, no site "El Confidencial", Florentino Pérez arrasou o emblemático treinador do Real Madrid, quando, em 2007, se falou da possibilidade de vir a orientar a seleção de Espanha. Crítico da "falta de autoridade" do que viria a ser campeão da Europa e do Mundo, o dirigente terá reiterado, em encontro com o jornalista, a fraca opinião: "Del Bosque não é treinador de futebol. É como quando digo que Casillas não é guarda-redes para o Real Madrid, acham que tenho alguma coisa contra ele. Nada tenho contra Del Bosque. Creio, sinceramente, que Del Bosque é o contrário de um treinador de futebol. A prova é que, se fosse treinador, estaria a treinar. Os bons treinadores, os bons jogadores, jogam e treinam numa ou noutra equipa. Mas, ele não tem equipa porque não é treinador. Não reúne nenhuma das condições: nem sabe da parte física nem de estratégia, nem como sabe dirigir um plantel nem sabe de nada".
As críticas também se estendem a outras figuras do clube, entre as quais se conta o português Luís Figo, ex-futebolista e atual candidato à presidência da FIFA. "Sou dos que acreditam que todos os males do Real Madrid vêm da época dele, sobretudo, desde que chegou Figo e se fez amigo íntimo de Raúl, e entre os dois, com Hierro, administravam o plantel. Realmente, eram eles quem mandava. Figo é o que f... o balneário, foi um cabrão, como Raúl, os dois piores para o Real Madrid. Vicente não mandava nada. Nunca o vou dizer, mas, essa era a verdade. Nunca mandou nada. Nada", relata José Antonio Abellán, no livro.
