"Este país não é a Arábia de Ronaldo. Tem de respeitar a Liga ou sair"

Cristiano Ronaldo
Reprodução: Al Nassr
Protesto do astro português, que falhou os últimos dois jogos do Al Nassr por estar insatisfeito com a gestão recente do PIF da Arábia Saudita, motiva críticas naquele país
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O protesto de Cristiano Ronaldo, que falhou os últimos dois jogos do Al Nassr, de Jorge Jesus e João Félix, por insatisfação com a gestão recente do Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita - controla o Al Hilal, Al Nassr, Al Ittihad e Al Ahli -, já motivou uma grande crítica naquele país.
Em direto para o programa "Action Ma-Waleed", Walid Al-Faraj, conceituado comentador do futebol saudita, não hesitou em apontar o dedo ao capitão da Seleção Nacional, vincando que CR7 tem de respeitar a Liga local... ou ir embora. Recorde-se que Ronaldo considera que a gestão do PIF tem beneficado o Al Hilal e prejudicado o Al Nassr.
"Cristiano Ronaldo tem de saber qual é o lugar dele. Este país chama-se Arábia Saudita, não Arábia de Ronaldo. Ele confunde ser embaixador com gestor. Está a ser uma desilusão. Ele é um empregado, ganha um salário milionário - maior do que alguma vez ganhou na Europa - e tem de respeitar a Liga, ou sair", criticou.
"Imaginem um jogador do Manchester City recusar-se a jogar em protesto contra as decisões do dono do clube. Ou um jogador do Arsenal recusar dois por estar insatisfeito com a proposta de renovação. É impossível para um jogador ousar fazer isso na Premier League", prosseguiu o comentador, visando também Karim Benzema pela forma como recusou jogar dois jogos pelo Al Ittihad, antes de rescindir com a equipa treinada por Sérgio Conceição e reforçar o rival Al Hilal no mercado de inverno.
De volta a Ronaldo, Al-Faraj referiu ainda que o astro português nunca poderia ter-se encontrado com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, numa visita à Casa Branca, em novembro do ano passado, caso não fosse um embaixador da Liga saudita. "Podíamos dar-lhe 500 anos e Ronaldo nunca entraria na Casa Branca. Se não tivesse integrado a comitiva saudita, nem sequer se aproximaria da porta", atirou.

