
Regresso da Premier League à porta fechada e em campo neutro
Andy Rain/EPA
Brighton luta pela permanência e iria disputar cinco dos nove jogos no seu estádio.
Em Inglaterra sugere-se a utilização de apenas dez estádios para a conclusão da Premier League, com partidas em locais neutros e à porta fechada, sendo esta a única forma de "garantir a segurança" de todos os intervenientes, mas Paul Barber, diretor executivo do Brighton, que luta pela permanência, teme que esta opção possa "desvirtuar a competição".
"Como é evidente, todos devemos estar preparados para aceitar alguns compromissos. Compreendemos, por exemplo, que a realização de jogos à porta fechada seja necessária para conter a disseminação da pandemia", começou por referir. "No entanto, nesta fase crítica da época, jogar em estádios neutros tem, na nosso opinião, um grande potencial para ter um efeito negativo sobre a integridade da prova", prosseguiu o dirigente.
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Para sustentar esta opinião, Barber recordou que o Brighton deveria disputar no seu estádio cinco das nove partidas que ainda lhe faltam realizar e que, neste caso, acabaria por perder o factor casa. "As desvantagens de não jogarmos com as melhores equipas no nosso estádio, num ambiente familiar, e com 27 mil pessoas a apoiar, são muito óbvias", acrescentou. "É verdade que também vamos ser beneficiados nos quatro jogos fora, mas, nesta altura, não é uma opção equilibrada, tendo em conta que não foi esta a regra utilizada nas primeiras 29 jornadas", concluiu.
