
Bruno Fernandes marcou de penálti por duas vezes
AFP
Castigo do capitão permitiu que Neves e Fernandes brilhassem
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Na goleada (9-1) de Portugal à Arménia, no Dragão, houve golos para todos os gostos, sem esquecer o peso dos lances de bola parada, com três remates certeiros. Um livre direto, executado na perfeição por João Neves, uma especialidade desconhecida, e dois penáltis, cobrados por Bruno Fernandes, foram recursos valiosos para a Seleção Nacional e abriram uma velha questão: deve Cristiano Ronaldo monopolizar as bolas paradas, especificamente livres e penáltis, quando veste a camisola portuguesa?
Sem a expulsão em Dublin, caberia ao capitão português, naturalmente, marcar anteontem o livre direto aos 41" que resultou no golo de João Neves e também a execução dos dois penáltis apontados por Bruno Fernandes, aos 45"+3" e 72". Ora, durante este ano, com a camisola das Quinas, Ronaldo não foi propriamente feliz neste tipo de lances; desperdiçou um penálti contra a Irlanda, em Lisboa, na qualificação para o Mundial, e também falhou uma grande penalidade no duelo com a Dinamarca, para a Liga das Nações. Pelo meio, apontou com êxito um penálti frente à Hungria, em Budapeste.
Certo é que no Mundial, Portugal terá recursos suficientes para surpreender os adversários em lances de bola parada.

