
Antony
Extremo brasileiro confirmou que foi contactado pelo Bayern no último dia do mercado de verão, mas não conseguiu voltar atrás na promessa de que voltaria ao Bétis, após meia época de empréstimo
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Depois de uma passagem para esquecer no Manchester United, onde não contava para Rúben Amorim, Antony redescobriu a felicidade de jogar futebol no Bétis e assinou em definitivo pelo clube espanhol no último dia do mercado de verão, após meia época de empréstimo.
No entanto, o extremo internacional brasileiro também teve a opção de reforçar o Bayern em vez de voltar ao Bétis, com o próprio a ter confirmado esta terça-feira que foi contactado pelos bávaros no último dia do defeso, mas não conseguiu voltar atrás numa promessa que tinha feito aos sevilhanos.
"A janela [de mercado] fechava no outro dia [1 de setembro] às sete ou oito horas da noite, se não me engano, ou era à meia-noite. No último dia mesmo, em que as coisas andaram com o Bétis, aconteceu a chamada do Bayern também. Claro que aqui é um lugar onde eu sou muito feliz, onde há o carinho de todos os que me receberam. A decisão foi tomada por mim também por estar bem, feliz e por saber como é o meu dia a dia aqui. E também porque já estava tudo acertado com o clube, por eu ter dado a minha palavra. Estava tudo apalavrado e eu não podia também fazer isso comigo nem com o clube. Então, a decisão foi muito em família também", explicou, em entrevista à Globo Esporte.
Noutro tópico, Antony, que leva seis golos e duas assistências em 11 jogos pelo Bétis esta época, admitiu que sonha em disputar o seu segundo Mundial pelo Brasil em 2026, depois de ter estado no torneio em 2022. Isto depois de ter regressado às convocatórias da seleção em maio.
"Apesar de já ter disputado um Campeonato do Mundo, é um sonho disputar outro. Claro que eu fico ansioso, fico a sonhar com esse momento, porque vestir a camisola da seleção e representar o país inteiro é muito gratificante. Eu sei o quão as pessoas torcem por mim, também por aquilo que represento. Estou a fazer a minha parte aqui, muito tranquilo em relação a isso. Tento sempre melhorar a cada jogo, a cada treino, sou uma pessoa que se cobra bastante, e o que estiver ao meu alcance, no meu controlo, vou fazer. Vou estar sempre 100% preparado, fazendo o meu trabalho para voltar a vestir a camisola da seleção, porque para mim é um sonho disputar mais um Mundial", sublinhou, já depois de ter admitido que esse regresso ao "Escrete", comandado por Carlo Ancelotti, o fez chorar compulsivamente, depois das dificuldades que passou em Old Trafford e também extracampo, tendo sido acusado de violência doméstica por uma ex-namorada, em 2023, mas sem que alguma vez tivesse sido indiciado pelas autoridades do seu país.
"Para mim, foi mais emocionante do que a própria primeira convocatória [da sua carreira], acho que pelo contexto das coisas pelas quais eu passei. Eu emocionei-me muito, foi um momento em que eu não conseguia parar de chorar. Tive de esperar um pouquinho no quarto para depois descer para o jantar, porque tinha acabado de chegar na Polónia e íamos jogar a final [da Liga Conferência]. Eu cheguei exatamente no momento em que Ancelotti começou a dizer os nomes. Estava bem ansioso, e, quando eu ouvi o meu nome, foi um momento de muita emoção. Não só para mim, mas para a minha família também. Liguei para minha mulher, para os meus irmãos e os meus pais e toda a gente ficou muito emocionada, porque passámos por muitas coisas e em pouco tempo aqui no Bétis eu dei essa reviravolta e consegui voltar para a seleção", recordou Antony, com orgulho.

