
Bodø/Glimt
O Bodo/Glimt bateu o Inter por 3-1 à boleia de uma receita para a qual poucos têm antídoto
A lista de vítimas no Círculo Polar Ártico continua a aumentar, com o Inter a regressar da Noruega metido num belo sarilho para ultrapassar o play-off da Liga dos Campeões. O Bodo/Glimt venceu por 3-1 com mais uma exibição repleta de organização, eficiência e mentalidade competitiva, como quem pressente o medo cénico do adversário. Desde a época passada, nas provas europeias, já são nove as equipas que caíram em Bodo, num percurso notável que começou contra o FC Porto. De surpresa, esta formação de Kjetil Knutsene já tem muito pouco, mesmo que tivesse acabado a época a nível interno a 30 de novembro - de lá para cá, só jogou para a Champions e, além dos nerazzurri, bateu o Manchester City em casa e o Atlético em Madrid.
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Removidas toneladas de neve do sintético, naquela caixinha de fósforos que entra em efervescência nas noites europeias, o jogo começou repartido e os visitantes até foram os primeiros a ameaçar, no entanto, o marcador mexeu-se aos 20 minutos, com Fet, assistido pelo calcanhar de Kasper Hogh, a finalizar um lance coletivo exemplar. A resposta do Inter, por Esposito - até foi rápida (30"), numa jogada com, aparentemente, dois braços na bola que o VAR entendeu serem legítimos - porém, a equipa de Cristian Chivu pagaria caro não ter feito mais no melhor período da partida. Os raides dos nórdicos, pela hora de jogo, foram fulminantes: o inevitável Hogh, dinamarquês, aos 61", voltou a assistir, desta vez para um disparo imparável de Jens Petter Hauge, e coube-lhe encostar para o 3-1 três minutos depois.
Atordoado, como tantos outros que por ali passaram, perante a capacidade técnica ao serviço do coletivo, o campeão italiano esbarrou depois na organização defensiva do Bodo/Glimt, que apanhou o maior susto a cinco minutos do fim, por Carlos Augusto.
Do medo cénico à elevada competência técnica e de organização dos noruegueses, nove equipas, nas provas europeias, voltaram derrotadas do Círculo Polar Ártico, desde 2024/25.

