
Afonso Moreira
AFP
Extremo do Lyon apresenta números de Seleção e é o 5.º jogador com menos de 21 anos mais decisivo das 'big-5'
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Meio ano em França... e uma carreira virada do avesso. Do corte na relação umbilical com o Sporting à preponderância adquirida no Lyon, Afonso Moreira contornou obstáculos de inexperiência e adaptação a uma velocidade vertiginosa, acabando por estacionar no parque das estrelas do seu Olympique.
Até deixar Portugal, no último verão, o jovem extremo tinha para contar 65 minutos de ação na liga portuguesa (total acumulado em seis jogos, quatro dos quais pelo Gil Vicente), 56 a caminho do Jamor e cinco na Taça da Liga. Um pecúlio modesto que, ainda assim, lhe deixou três troféus (um bicampeonato e uma Taça de Portugal) no colo.
Mas o sentimento de realização completa-se com tempo de jogo e a mudança para os gones acelerou o cronómetro do relvado. A entrada na equipa fez-se de forma progressiva e consistente, estendendo uma passadeira de felicidade até ao presente. E o elogio, consensual, está bem colado ao seu desempenho.
É que há números impactantes a colorir a sua aventura gaulesa. À primeira experiência no estrangeiro, o ala responde com presença no top 10 dos mais utilizados do plantel (1546 minutos de competição), a quarta posição na tabela dos jogos realizados (28) e a ascensão ao terceiro degrau do pódio em matéria de golos (6).
Em época de estreia nas competições europeias, contribuiu com dois golos e duas assistências para o 1.º lugar da equipa, na fase de liga da Liga Europa. Na Ligue 1 também já marcou (2) e deu a marcar (6) e na Coupe de France só lhe escapa mesmo um passe decisivo: golos foram outros dois.
Paulo Fonseca, o treinador dos lioneses, já o encheu de adjetivos das melhores famílias... e até o imaginou adotado pela família da Seleção. E não é o único: nas redes sociais, há adeptos que simulam mesmo uma conversa com Roberto Martínez, recomendando-lhe a convocatória do avançado... se o desejo for conquistar o Mundial!
Afonso Moreira construiu o seu caminho de quinas ao peito até aos sub-21 e os seus números insinuam-se, agora, a uma ambição maior. O novo ídolo do Lyon está muito bem cotado entre os que habitualmente frequentam as laterais do ataque português, numa lista de 12 nomes da era Roberto Martínez, ele que já promoveu 14 estreias na formação nacional.
O craque de Lamego teve 15 contribuições para golo até ao momento (seis remates certeiros mais nove assistências), apenas superado por João Félix (29=19+10), Ricardo Horta (23=14+9), Francisco Trincão (19=10+9) e Pedro Gonçalves (17=11+6). E é mesmo o terceiro a precisar de menos tempo para realizar uma dessas ações pelo seu clube: bastam-lhe 103 minutos.
Por aqui também se explica uma tabela recentemente divulgada pela PopFoot, página dedicada à análise estatística do jogo. Segundo a publicação, o futebolista do OL é o quinto mais decisivo entre os atletas com menos de 21 anos das big-5, só superado por Lamine Yamal (Barcelona e Espanha) Kenan Yildiz (Juventus e Turquia), Arda Güler (Real Madrid e Turquia) e Yan Diomande (Leipzig e Costa do Marfim), falando de contribuições para golo.

