Federação proíbe "transferências ponte" no futebol português

Federação proíbe "transferências ponte" no futebol português
Hugo Sousa

Contratações que visam apenas questões estratégicas de mercado e que se transformam normalmente em empréstimos, sofrem um golpe.

A Direção da Federação Portuguesa de Futebol proibiu a existência de transferências ponte no futebol nacional, no seguimento de norma idêntica que a FIFA estipulou a nível internacional.

egundo a nova determinação, um clube está obrigado a conservar um jogador por um período mínimo de 16 semanas, mas esta regra visa apenas combater negociatas de transferências que envolviam clubes no papel de simples barrigas de aluguer, contornando, entre outras coisas, alguns impostos associados.

Por exemplo, clubes distritais com benefícios a nível de impostos podiam ser usados como "ponte", lá está, para um jogador chegar a outro clube, que assim contornaria a obrigatoriedade fiscal associada. E o mesmo se podia passar entre emblemas de países com regimes fiscais diferentes, sendo a passagem episódica de um atleta um mero esquema para contornar as regras. Este tipo de negociatas é que a FIFA, e agora também a FPF, pretende regular e vigiar.

A divulgação desta medida que a FPF adotou criou alguma confusão na interpretação, face à tal obrigatoriedade de um jogador ficar 16 semanas num clube. Mas, segundo o que esclareceram a O JOGO, a norma não impede empréstimos. Um jogador que chegue neste defeso a um clube, que o contrate cumprindo todas os procedimentos regulamentares associados, não está proibido de ser emprestado logo de imediato, tendo apenas de seguir o que está regulamentado para casos de empréstimo.

(Texto atualizado às 19h36 de 28-05-2020)