
Vlk
D.R.
Checo lembra o impacto do FC Porto em Viena e a escola de um grande clube.
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Vlk chega ao FC Porto com 26 anos e rapidamente a força do seu nome ganha eco nas paredes das Antas. A tradução era de Lobo e os colegas uivavam quando o viam entrar no balneário. Alguns eram jogadores ainda campeões europeus em 86/87 como João Pinto, André, Jaime Magalhães, contra quem o checo tinha atuado. As memórias dessa épica conquista acompanharam-no na chegada a Portugal.
"O que essa equipa fez foi inesquecível. No fundo essa equipa era a base de uma seleção, foram campeões da Europa. Orgulho-me imenso, ainda hoje, do Vitkovice ter sido a única equipa a vencê-los nessa campanha. Lembro-me bem de como eram fortes. O nosso treinador-adjunto foi ver um jogo ao Porto e disse-nos numa reunião que íamos defrontar uma equipa fortíssima sem pontos fracos! Inicialmente, soou-nos aquilo tudo engraçado. O certo é que o FC Porto confirmou firmemente a grande qualidade que tinha e venceu a prova com espetáculo e distinção", reconhece, agradecido à experiência em Portugal. "Foi uma grande escola e joguei ao lado de vários jogadores excelentes, fossem os portugueses, os brasileiros, e outros da Europa de leste, como Kostadinov e Timofte", analisa, elegendo outro amigo. "Rodolfo Moura! Tratou de mim o tempo todo, grande paciência. Vi ali um profissional de excelência e uma grande pessoa", sublinha.
Por fim, a reflexão sobre a oferta da cidade do Porto num período muito singular para quem deixara a Checoslováquia. "Quando cheguei ao Porto, o regime totalitário tinha terminado e a democracia começado no meu país. Vir para o Porto significou um estilo de vida completamente oposto e, graças ao compromisso do FC Porto comigo, pude continuar a minha carreira desportiva. Não fossem as lesões podia ter jogador mais umas épocas".

