Vasco Seabra: "A derrota pode deitar-nos ao chão ou ser a bofetada para acordarmos"

O treinador do Arouca, Vasco Seabra
LUSA
Declarações do treinador do Arouca, após a derrota por 2-1 frente ao Fafe e eliminação da Taça de Portugal
Leia também Fafe elimina Arouca e está nos oitavos de final da Taça de Portugal
Análise do jogo: "Naturalmente, faltaram-nos muitas coisas: uma postura mais capaz, essencialmente na segunda parte, onde fomos deixando de existir. A nossa atitude competitiva baixou e a do Fafe foi subindo, com o entusiasmo dos adeptos. Poderíamos ter fechado o jogo, se fizéssemos o 2-0. As coisas teriam ficado mais estáveis para nós. Expusemo-nos muito nas transições e nas bolas paradas. Temos de assumir a responsabilidade, o peso da derrota. É uma frustração gigante. Temos de nos focar no campeonato. Temos de pedir desculpas às pessoas que nos acompanham. A Taça [de Portugal] tem destas coisas. É uma prova em que não podemos vacilar um segundo que seja. Vacilámos muito tempo na segunda parte."
As bolas paradas foram o ponto fraco? "Tivemos sempre fragilidade nas bolas paradas. Treinámos vários esquemas táticos defensivos. Sabíamos que, num jogo de Taça, esse é sempre um momento em que temos de estar focados. No Estoril Praia, já tínhamos sofrido dois golos de canto [na 11.ª jornada da I Liga portuguesa]. Não fomos competentes a esse nível. Podemos olhar para as coisas de vários prismas [acerca do ciclo de quatro derrotas consecutivas em jogos oficiais]. Isto pode deitar-nos ao chão ou ser a bofetada para acordarmos. Estamos num patamar competitivo altíssimo. Todos, equipa técnica e jogadores, temos de fazer mais.2

