
Vasco Botelho da Costa
Lusa
Declarações do treinador do Moreirense na antevisão ao jogo da ronda 13 do campeonato, agendado para as 15h30 de domingo
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Semelhante ao jogo com o Famalicão: "Acredito que seja um jogo semelhante pelos padrões das duas equipas, duas equipas que gostam de jogar, que jogam ao ataque e marcam muitos golos e sofrem também, no nosso caso mais do que devíamos, mas acredito num jogo aberto e com as duas equipas a querer ganhar. É um jogo difícil de preparar porque o Estoril faz muita coisa diferente, e se por um lado é interessante este jogo surgir um pouco mais tarde no calendário, porque já passámos por mais situações diferentes, por outro, nunca é fácil ter vários cenários preparados para o que possa acontecer quer em termos defensivos, quer ofensivos, pois o Estoril já apresentou muitas e diferentes dinâmicas. Mas queremos muito voltar a ganhar, ser muito mais o Moreirense da segunda parte do que da primeira parte com o Famalicão. Falámos sobre o jogo e, como disse no final, também temos direito ao nosso dia mau. Que nem acho que tenha sido um dia mau, foi uma parte má."
Competências: "Uma equipa para ter sucesso num jogo tem que ter uma atitude e índices de competitividade muito altos. E foi isso que não tivemos de forma muito significativa na primeira parte com o Famalicão. Esse é o primeiro grande desafio e o passo em frente que temos de dar. De resto, como em todos os jogos, temos de saber jogar o jogo do ponto de vista estratégico, em função também daquilo que o Estoril fizer, naturalmente, para que nós consigamos impor o nosso jogo. Não é fácil pressionar o Estoril, mas é aquilo que nós gostamos, tentar roubar a bola ao nosso adversário e sermos nós a assumir o jogo. Vai haver momentos em que o Estoril também o vai conseguir fazer, demonstrou no Dragão [com o FC Porto] tem capacidade para ter iniciativa. A atitude competitiva é o nosso maior foco para este jogo."
Regresso ao Estoril: "Tem muito, mas muito significado, não posso mentir. Ainda que eu me considero uma pessoa extremamente racional, e quando ligo o chip do jogo é só isso que conta, obviamente, mas é o clube da minha terra, é o meu clube, onde eu cresci. Eu olho para a bancada, mais do que ver os adeptos do Estoril, vejo amigos. As pessoas que trabalham no clube são amigos, passei lá muito tempo, cresci ali naquela zona, a minha casa é a poucos minutos, e é muito especial jogar contra o Estoril. Mas lá está, é algo que acaba por ser uma consequência da forma como as coisas foram acontecendo e também fico muito feliz por poder defrontar um Estoril, um clube que me acolheu de uma forma incrível, em que os adeptos têm ótima relação e se dão muito bem. Lembro-me de ver os jogos do Estoril e ver os convívios entre os adeptos do Estoril e do Moreirense e nada me alegra mais do que voltar com pelo Moreirense, que é também um clube especial e que estou a aprender a gostar cada vez mais, onde somos felizes e bem tratados. Mas é um jogo que queremos ganhar, porque quem me conhece sabe que essa competitividade nunca desaparece."
