
João Pedro Mendonça aborda a luta contra o coronavírus
Site oficial da Liga
Declarações de João Pedro Mendonça, presidente da Associação Nacional de Médicos de Futebol.
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Os campeonatos profissionais em Portugal foram suspensos, medida anuncia para ajudar a combater a propagação do coronavírus, que já infetou 112 pessoas no nosso país, segundo dados desta sexta-feira. João Pedro Mendonça, numa entrevista publicada pela Liga, considera que não havia outra alternativa.
"Esta situação está a tomar proporções francamente alarmantes, pelo que todas as medidas de contenção que se possam tomar é para bem da saúde pública. Mesmo que em algumas circunstâncias se possa pensar que a medida é demasiado restritiva ou algum exagero, quando a saúde pública está em risco manda a prudência que não se facilite absolutamente nada, portanto tudo o que se possa fazer no sentido de evitar aglomerações são medidas que têm de ser adotadas. Isso é indiscutível",refere o presidente da Associação Nacional de Médicos de Futebol.
"Eu sou ortopedista, sou Presidente da Associação Nacional de Médicos de Futebol, mas não da área da virologia. No entanto, o que posso dizer é que uma pandemia é quando a situação está de tal forma alastrada e a propagação é de tal forma evidente, como se tem visto na grande maioria dos países, sabendo nós quais são aqueles em que o contágio é maior, que nos obriga a ter cuidados redobrados. E neste momento é exatamente o que se está a fazer. A Liga Portuguesa, tal como a Italiana, Francesa e Espanhola, está suspensa, a Liga Inglesa, em que até agora se jogou sem condicionamentos, também vai parar completamente, portanto todos devem contribuir para que o vírus não se propague, para que as coisas se possam resolver o mais rápido possível. Sabendo que a vacina ainda vai demorar algum tempo, todas as medidas no sentido de restringir a propagação são no mínimo as exigíveis", comentou.
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João Pedro Mendonça considera, por outro lado, que os portugueses se estão a mentalizar para a batalha que têm pela frente. "Eu penso que a população portuguesa no geral está, gradualmente, a ficar sensibilizada para a importância que esta situação tem. Obviamente que existem sempre comportamentos que não são os mais corretos, mas penso que, tendencialmente, as pessoas vão ganhar a noção de que isto não é para brincar e, portanto, espero que a população esteja cada vez mais bem instruída e se comporte de acordo com as medidas que são necessárias", indicou.
