
Jorge Bernardo
1º Dezembro
Ciclo do 1º Dezembro de quase três meses sem ganhar foi quebrado com triunfo na Covilhã. Esperança na permanência mantém-se. Lateral-direito Jorge Bernardo é o mais experiente num grupo jovem. Assegura que "não há fantasmas" na equipa e todos confiam que o objetivo pode ser alcançado.
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Foram quase três meses sem ganhar para um 1º Dezembro que, na Covilhã, venceu por 2-0 e encerrou um ciclo de oito partidas sem triunfos. Os sinais de retoma chegaram em boa hora, já que o emblema de Sintra ficou, assim, a três pontos da zona acima da linha de água, cuja primeira posição é ocupada, precisamente, pelo Covilhã.
Jorge Bernardo, 34 anos, é o mais velho do grupo e no currículo soma 170 jogos no Campeonato de Portugal, 112 na Liga 3 e 35 na II Liga. Por isso, do alto da sua experiência garante que internamente "ninguém tem dúvidas" sobre a valia coletiva. "Não existem fantasmas, nem dúvidas sobre os colegas que temos ao nosso lado. Mesmo com derrotas, há sempre uma harmonia boa no balneário. Temos uma enorme vontade de reverter este momento", afirma. "Sintra precisa de um clube que esteja em ligas superiores", acrescenta.
Os três pontos carimbados na Serra da Estrela foram "importantíssimos" para as contas e deram um fôlego extra. "Esperamos poder começar um ciclo de vitórias que nos dê confiança para garantirmos a permanência", projeta. O 1.º Dezembro até arrancou bem a temporada, com sete pontos nas primeiras três rondas, no entanto, na primeira fase só voltou a ganhar em dezembro. "É difícil arranjar uma fórmula que diga o que faltou para termos esses maus resultados. Temos um plantel jovem, é dos mais jovens da nossa série, mas agora não podemos olhar para trás. É seguir em frente", desabafa.
Com a corda ainda a apertar no pescoço, a margem de erro é "quase nula". "Não temos muita margem de erro; não podemos desperdiçar tempo, nem energia com coisas que não controlamos. Cada jogo é para ganhar. Agora, vamos ao Amora, que está no último lugar, mas temos de saber que esta é uma liga supercompetitiva", adverte.
Transferido do Alverca para o 1º Dezembro a meio de 2023/24, o defesa já vai em duas épocas e meia nos sintrenses, onde se diz feliz. "É um clube diferente, familiar, e o ambiente significa muito para mim. Isso transforma-se em rendimento desportivo. Além disso, não estou longe de casa e, como disse, aprendi mesmo a gostar do 1º Dezembro", reitera o jogador que começou a jogar futebol no Atlético, antes de se mudar para o Sporting, onde permaneceu até aos sub-17. Depois, voltou à Tapadinha para concluir a formação e em Alcântara fez três anos e meio de sénior. Passou, entretanto, por Loures, Vitória de Sernache, Casa Pia, Real SC, Vilafranquense e Alverca.
Corpo afasta a reforma
Jorge Bernardo assegura sentir-se bem fisicamente e que, por isso, a ideia de reformar-se não lhe passa pela cabeça. "Enquanto o meu corpo estiver disponível, e ainda está, a minha mentalidade mantém-se. Por enquanto, não penso na reforma", justifica.
Ainda assim, planeia tirar o nível 1 de treinador. "Não sei se é por aí que a minha vida vai continuar, mas quero tirar o curso", explica, dizendo-se "orgulhoso" com a carreira que tem feito. "Gostava de ter alcançado o topo [I Liga], não sou hipócrita, mas foi o que consegui, com problemas, sortes e azares", finaliza.

