
Rogério Alves (à esquerda) comentou a recolha de assinaturas para a destituição dos órgãos sociais leoninos
Carlos Manuel Martins / Global Imagens
Em resposta à recolha de assinaturas visando a destituição dos órgãos sociais do Sporting, o presidente da Mesa da Assembleia Geral recusa a saída e lembra que uma reunião-magna desse tipo dependerá sempre da invocação de uma justa causa validada pelo órgão que preside
Em entrevista ao canal do clube, Rogério Alves garantiu estar de pedra e cal no Sporting e apelou aos sócios para não se deixarem levar pelo "ruído" vindo do exterior. "Quem é eleito para os órgãos sociais do Sporting tem o dever de cumprir a sua missão. Os estatutos também dizem que os sócios devem contribuir para a coesão dentro do universo do Sporting e que devem respeitar as deliberações dos órgãos sociais. Não podemos contestar diariamente notícias ou comentários vindas de fontes avulsas e não identificadas, que falam de estados de alma, de expetativas, de possibilidades e que obviamente não podem ser desmentidas ao ritmo diário. O que eu aconselho, para que toda a família sportinguista possa estar mais tranquila, é que ouça as fontes do Sporting. Que beba diretamente a água da fonte e não confie tanto nos intermediários. Aquilo que queira saber relativamente ao Sporting aguarde que alguém do Sporting se pronuncie", afirmou o presidente da Mesa da Assembleia Geral.
Confrontado com a recolha de assinaturas dos últimos dias a visar a destituição dos órgãos sociais leoninos, com o presidente Frederico Varandas à cabeça, Rogério Alves lembrou que a marcação de uma reunião-magna destitutiva estará sempre dependente da invocação de justas causas que o órgão que preside terá de retificar. "A função da Mesa da Assembleia Geral será, se vier a ser entregue um requerimento, verificar se ele cumpre as condições estatutárias para ser admitido e dar origem a uma assembleia geral.Isso depende de vários ingredientes e componentes. É preciso que haja um conjunto de assinaturas que totalize um mínimo de 1000 votos, que é o montante necessário para produzir uma convocatória para assembleia-geral seja depositado na tesouraria do clube e a invocação de justas causas, que têm de ser apreciadas pela Mesa, o único órgão com legitimidade e poder para o fazer", disse.
